Febraban Tech
dados e ia Foto: Divulgação – Febraban Tech

Nem sempre atraentes, os dados são alicerces para as inovações

2 minutos de leitura

Nenhum algoritmo funciona bem sem engenharia de dados afinada, defendem especialistas na Febraban Tech



Por Redação em 29/06/2023

Os profissionais com visões de negócios conhecem melhor a relevância dos dados que a companhia tem e, se esses dados não estiverem organizados, a ponto de serem requeridos e trabalhados em curto espaço de tempo, não há inteligência – artificial ou humana – que tire o melhor proveito deles. Foi o que mostraram especialistas do Itaú Unibanco, Santander e Serasa Experian, durante o último dia de apresentações da Febraban Tech 2023.

dados e ia
Laila Kurati  (Foto: Divulgação – Febraban Tech)

Laila Kurati, head de estratégia de dados do Santander Brasil, avaliou que as grandes companhias têm trabalhado na governança de dados há algum tempo, e isto envolve organização, gestão de acesso, classificação de confidencialidade e outros parâmetros. “Temos trabalhado para organizar as informações em contexto de negócio, para dar acesso a um dado correto, acurado e de qualidade. Enfim, estamos produzindo informação qualificada, inclusive no conceito de single source of truth (fonte única de verdade)”, disse. 

Segundo ela, o banco tem framework baseado em modelo federado, e, com ele, trabalha muito próximo às áreas de negócios, justamente para aproveitar do melhor conhecimento que eles têm sobre o valor dos silos de dados coletados e armazenados. “Tudo isso reduz o lead time para colocar os produtos e ofertas na ponta, para o cliente”, resumiu.

No Itaú Unibanco, a estratégia direcionada por dados (data driven) é semelhante, segundo Moisés Nascimento, head de dados e analytics da instituição. Ele salientou que essa organização, comentada por Laila, é o maior desafio de uma cultura data driven, pois, sem informações bem estruturadas, os outputs de serviços baseados em dados, como a inteligência artificial generativa, serão naturalmente ruins. “Já estávamos vendo a ampliação de IA no setor financeiro, e isto vai ser acelerado. O diferencial competitivo está com quem consegue usar melhor os dados para produzir produtos com mais agilidade”, disse.

Moisés Nascimento (Foto: Divulgação – Febraban Tech)

Segundo ele, o banco trabalhou na sua jornada para a nuvem nos últimos anos, criando uma arquitetura bem distribuída para que a inovação esteja habilitada a acontecer na ponta, perto do cliente, e sem perder a governança sobre os dados. “Temos mais de 300 cientistas de dados hoje e isto é prova do quanto investimos em data analytics para produzir novos serviços e gerar features para respostas mais assertivas às necessidades dos clientes”, completou. 

Caio Rocha (Foto: Divulgação – Febraban Tech)

Leia também:

– Entenda a diferença entre dados e informação

Como se auto considera uma “data tech”, o Serasa Experian, segundo Caio Rocha, diretor de produtos de autenticação e prevenção à fraude da empresa, os “dados são os combustíveis para as soluções que a empresa de recuperação de créditos leva ao mercado”. Na visão de Rocha, esse conceito direciona não só os olhares para autenticação e prevenção de fraudes, mas também para a identificação de padrões dos bons consumidores. 

“O machine learning e a inteligência artificial, se bem aplicados, ajudam muito nesse processo”, disse, ressaltando que, para isso, a qualidade do arcabouço de dados, como adiantaram os especialistas do Itaú Unibanco e Santander, é fundamental. 

“Temos o costume de pensar na parte mais sexy das tecnologias, que é como aplicar e gerar valor em produtos. Mas o alicerce é ter uma engenharia de dados afinada para aplicar essas informações de forma eficiente e organizada”, concluiu.



Matérias relacionadas

Fotografia ilustrativa de nuvens de dados em formato de nuvem, com destaque para o conceito de controle de custos na multicloud, sobre o skyline de uma cidade à noite. Inovação

10 práticas comprovadas de controle de custos na multicloud

Aprendizado com a gestão mês a mês e com os impactos de longo prazo das decisões traz algumas dicas recorrentes entre as organizações mais avançadas na jornada

Luciano Saboia, diretor de pesquisa e consultoria em telecomunicações da IDC América Latina Inovação

IA redesenha “chão de fábrica” e produtos das operadoras

Especialista da IDC explica como a inteligência artificial se torna camada estrutural das redes, fortalece AIOps e abre espaço para ofertas customizadas e monetização via Open Gateway

Pessoa interagindo com um smartphone com ícones de inteligência artificial, linguagem de programação e analítica de dados, ilustrando aplicativos com IA. Inovação

Como criar aplicativos com IA sem conhecimento avançado de programação

Guia prático para profissionais que querem transformar ideias em software usando inteligência artificial

Mulher urbana usando jaqueta de pelúcia vermelha, com celular na mão, ao lado de um bonde amarelo na rua durante pôr do sol, ambiente de cidade moderna com pessoas ao fundo. Inovação

IA baseada em texto não equivale à inteligência humana, avaliam especialistas

Modelos de linguagem se baseiam na previsão de padrões de texto e não reproduzem os processos cognitivos da inteligência humana

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais