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Metaverso, sem hype, continua no radar dos bancos como movimento emergente 

2 minutos de leitura

Tema será discutido no Febraban Tech 2023, principalmente sob a ótica e aplicações do mercado financeiro



Por Redação em 16/06/2023

A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023 ouviu a liderança tecnológica de 16 instituições financeiras e uma das conclusões mostra que o metaverso, após o hype, é um movimento emergente no setor. Juntas, as instituições representam 84% dos ativos bancários no Brasil e a avaliação dos executivos ouvidos mostram quatro pontos importantes sobre o tema. 

A primeira observação é que os bancos estão pesquisando o tema, mas ainda não há uma ideia clara sobre qual seria o primeiro produto ligado ao metaverso. Outra conclusão – que talvez justifique a primeira observação – é que os bancos estariam definindo os principais conceitos em parceria com a área de negócios, o que levaria a se estabelecer um possível ponto de partida.

Metaverso para clientes e funcionários

Mas, apesar dos movimentos iniciais parecerem tímidos, o levantamento indica que a tecnologia pode permitir que as instituições financeiras se diferenciem de variadas formas. A lista de oportunidades inclui a adoção do metaverso para atrair, reter e fidelizar novos clientes, por meio de experiências imersivas. Outra oportunidade seria a criação de ambientes colaborativos de aprendizado para os profissionais, com uso, por exemplo, da gamificação.

Ainda de acordo com a pesquisa, alguns bancos têm laboratório para entender qual experiência poderá ser construída, mas de forma geral a maturidade e o conhecimento sobre o assunto ainda são baixos. Os desafios – alto investimento, interoperabilidade no ecossistema e a adoção de padrões tecnológicos comuns – explicam o estágio atual do metaverso entre os bancos. 

Metaverso depois do hype

Luiz Pacete, editor de Tecnologia e inovação da Forbes Brasil e head de Conteúdo da MMA Latam, em artigo para o Próximo Nível, traz outros argumentos que explicam porque o metaverso apareceu muito forte em 2021, mas saiu um pouco de cena na sequência. 

De acordo com ele, quando a OpenAI lançou o ChatGPT em novembro de 2022, o tema inteligência artificial (IA) assumiu os holofotes e a busca pelo verbete metaverso praticamente desapareceu. Pacete não vê um problema nisso, pois essa movimentação estaria prevista no “The Metaverse Hype Cycle”, um gráfico da Gartner que apontou as tendências vistas atualmente. 

Ele aponta ainda outros sinais de estabilização e de retomada do assunto. É o caso de um estudo da KPMG que aponta que pouco mais de 90% dos especialistas entrevistados afirmam que o metaverso segue como a próxima fase da internet. O metaverso aparece, entre outras coisas, como conexão entre vários tipos de tecnologias como realidade virtual (RV), realidade aumentada (RA), games, blockchain, o conceito de Web3.



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