inteligencia artificial doencas

Inteligência artificial tem papel relevante no diagnóstico de doenças

2 minutos de leitura

Mais do que identificar doenças em adultos, que conseguem relatar eventuais sintomas, a inteligência artificial já consegue identificar enfermidades no coração de fetos



Por Redação em 11/08/2022

Embora muitas doenças sejam silenciosas, a maior parte das pessoas consegue perceber algum tipo de desconforto ou sinal de alerta para identificar eventuais problemas. Mesmo assim, a tecnologia é uma aliada para rastrear as probabilidades e contribuir para o correto diagnóstico. Mas, e quando se trata de uma enfermidade congênita, ou seja, que afeta o indivíduo mesmo antes de seu nascimento?

Pesquisadores do RIKEN Center for Advanced Intelligence Project (AIP), que implementaram um sistema de Inteligência Artificial (IA) em procedimentos realizados por meio de ultrassom, confirmaram que é possível, por meio desta tecnologia, detectar doenças cardíacas em fetos

Eles desenvolveram um modelo de IA que é capaz de verificar se um coração fetal é saudável ou não, com o uso de imagens de ultrassom e processos de deep learning. O objetivo é aprofundar o aprendizado de máquina para obter maior precisão nos resultados.

Vale explicar que o diagnóstico precoce de problemas cardíacos em um feto é uma informação crucial para aumentar as chances de sobrevivência da criança. De acordo com o estudo, estima-se que problemas congênitos do coração sejam os responsáveis por cerca de 20% dos óbitos de recém-nascidos.

Tecnologia traz mais assertividade às decisões médicas

Com os dados resultantes do estudo, serão elaboradas estatísticas e gráficos que visam auxiliar no diagnóstico de riscos. Assim, além de identificar precocemente a doença, a nova tecnologia consegue analisar se o problema do feto está no coração ou em vasos sanguíneos.

Embora as ferramentas tecnológicas sejam determinantes para o diagnóstico, os pesquisadores entendem que o examinador humano ainda é essencial na medicina. 

“No passado, os médicos tinham a anamnese e exame físico como fonte principal de informações, pois os recursos eram limitados, assim como os equipamentos de imagem e os exames laboratoriais. Isso foi evoluindo com o avanço da tecnologia e uma gama enorme de equipamentos e de exames que surgiu”, disse “Um dos grandes benefícios da tecnologia, na área de saúde, é a ampliação do acesso”, ressaltou Marcelo Ruiz, Head de Soluções Verticais em Saúde Digital da Embratel, em entrevista ao Próximo Nível

De acordo com ele, o próximo passo desta evolução é a inteligência artificial e o aprendizado de máquina, que trarão ainda mais suporte ao profissional de saúde. “A decisão clínica será sempre de uma pessoa e nunca de uma máquina, mas a tecnologia é uma aliada importante neste processo”, disse.   



Matérias relacionadas

Computação quântica com um equipamento criogênico e componentes metálicos em laboratório, mostrando uma estrutura circular com cabos e bobinas em ambiente controlado. Inovação

Investidores apostam forte em computação quântica

Avaliações bilionárias, planos de abertura de capital e avanços tecnológicos ampliam o interesse pelo setor

Palco do Web Summit Rio com iluminação intensa, telões e fumaça durante apresentação no evento, com público em frente ao palco em ambiente noturno. Inovação

Web Summit Rio 2026: IA autônoma, energia e soberania devem dominar evento

Programação reflete nova fase da tecnologia, com escala computacional, energia e governança dividindo espaço com a inteligência artificial

Médica e paciente idosa analisando dados em um tablet em uma clínica, com foco em tecnologias emergentes na saúde, atendimento e monitoramento à distância. Inovação

Tecnologias digitais avançam na saúde, mas interconexão e controle de dados seguem como prioridade

Mesmo com adoção de IA em 18% dos estabelecimentos, pesquisa mostra dificuldades na troca de informações e desafios de interoperabilidade

Maquinário avançado projeta feixes de luz sobre um chip iluminado em vermelho, simbolizando a computação quântica. Inovação

Em busca do “transistor” da computação quântica

Técnicas e materiais para representar qbits sem que perturbações destruam a superposição de estados ainda estão entre os desafios centrais de pesquisa básica para as tecnologias quânticas 2.0