Em Banda Ku, satélites da Embratel habilitam o próximo nível das parabólicas

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O novo satélite Star One D2, juntamente com o Star One C4, será responsável pela transmissão da Banda Ku para conectar nova TV parabólica em quase 19 milhões de lares brasileiros



Por Redação em 02/06/2022

As antenas parabólicas de TV, hoje analógicas, irão funcionar de forma digital em outra frequência e a expectativa é que isso melhore a qualidade da transmissão aos telespectadores. A troca ocorre porque a faixa de frequência de 3,5 Ghz, usada atualmente para receber a TV parabólica na Banda C (3,6 a 4,2 GHz), será utilizada pelo 5G, que deve começar a ser implantado nas capitais brasileiras em setembro.

Para o setor de telecomunicações e radiodifusão, a mudança representa uma oportunidade de prestar mais serviços, já que, segundo o IBGE, o país tem 18,9 milhões de domicílios com antenas parabólicas e todos eles precisarão, em algum momento, migrar para o modo digital e para a nova faixa de frequência.

A Embratel, responsável pelos satélites que farão a transmissão na Banda Ku, que é a nova faixa de frequência escolhida, já avançou nesse sentido. “Finalizamos a etapa de testes com mais de 20 canais digitais sendo transmitidos pela banda Ku no último mês de maio. Já estamos prontos para receber mais canais. A medida que os geradores de conteúdo vieram para nossos satélites, estarão acessíveis pelas parabólicas, que por sua vez, terão que adaptar ou trocar suas antenas e trocar o receptor para o modo digital”, diz José Antonio Gonzalez, gerente de produtos e projetos especiais da Rede de Satélites da Embratel.

A companhia foi escolhida para atender às parabólicas em Banda Ku por, pelo menos, por dois motivos: o primeiro é posição orbital que possui, onde estão localizados o novo satélite Star One D2, lançado em junho de 2021 e o Star One C4, que já transmite os canais de TV por assinatura da Claro. O segundo motivo é a boa infraestrutura de subida de sinais, disponível em Guaratiba, Rio de Janeiro. 

O Star One C4 e D2 ficam localizados na posição orbital de 70ºW, que, para o setor de mídia, é como um hotspot, uma vez que a maioria das emissoras de TV encontra-se nessa mesma posição na Banda C.

Entre os quase 19 milhões de domicílios atendidos por antena parabólica no Brasil, cerca de 8 milhões se enquadram no CadÚnico, o que lhes dará direito a receber gratuitamente os kits da Entidade Administradora da Faixa (EAF), com antena e receptor compatível com o novo sinal digital das parabólicas. Os demais usuários, segundo a Anatel, poderão comprar o kit em lojas especializadas e no grande varejo.

A uma reportagem do portal Terra, Yvan Cabral, da empresa Vivensis, explicou que as operadoras de telefonia que compõe o EAF serão responsáveis pela compra dos equipamentos, contratação de serviços de instalação e apontamento das antenas parabólicas TVRO para o novo satélite. “Existe uma parcela dessa população que é classificada como vulnerável, com limitação de renda, e por isso vai fazer parte da política do governo, já que não pode perder o direito de assistir TV”, disse ele.

Multifuncionalidades, além da Banda Ku

Segundo Lincoln Oliveira, diretor geral da Embratel Star One, o novo satélite Star One D2, além de prover a Banda Ku para as novas transmissões de TV parabólica, está provendo acesso à internet em Banda Ka para empresas e governos, o que inclui participar do processo de integração digital de comunidades do Brasil e de outros países da América Latina.

Um dos casos é o provimento de banda larga, via a Claro Colômbia, para mais de 300 escolas do país vizinho. ”O Star One D2, juntamente com o Star One C4, oferece a melhor solução para os radiodifusores e demais entidades interessadas na distribuição de canais de vídeo via satélite, seja governo, igrejas, ou empresas em geral”, diz. “Outro mercado que será potencializado pelo Star One D2, quanto à Banda Ka, é o de internet, já que ele também permite a ampliação do acesso à banda larga”, conclui Oliveira, salientando que o Star One D2 ajudará tecnologias como a computação em nuvem, o 4G e o 5G a chegarem a mais locais, habilitando um próximo nível em inovação e oportunidades para o mercado.



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