Prazo para implantação do 5G em capitais é estendido em dois meses

< 1 minuto de leitura

Gaispi, órgão que acompanha o processo de implantação do 5G, aponta falta de equipamentos de telecom como justificativa para o adiamento



Por Redação em 30/05/2022

O Grupo de Acompanhamento das Obrigações da Faixa de 3,5 GHz (Gaispi) estendeu o prazo para a implantação do 5G nas capitais do Brasil. Agora, as operadoras móveis têm até o dia 29 de setembro para entregar a conectividade nessas cidades, ganhando dois meses. A decisão, anunciada no dia 11 de maio, ainda precisa ser avaliada pelo conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No entanto, o conselheiro da Anatel e presidente do Gaispi, Moisés Moreira, disse ao Estadão/Broadcast que o 5G ainda poderá começar a funcionar em centros urbanos dentro do período previsto originalmente, 31 de julho. A medida foi tomada por “cautela”, segundo ele, pois as operadoras relataram a falta de equipamentos para implementar a tecnologia de banda larga móvel.

Em nota, a Anatel disse que, entre os equipamentos em falta, estão aqueles que fazem a mitigação de interferências nas estações satelitais, que acabaram não sendo entregues dentro do prazo original. Os fatores que justificam o atraso são o lockdown na China, a escassez de semicondutores, as limitações do transporte aéreo e a demora no desembaraço aduaneiro.

Mais prazo para implantação do 5G e para deliberação da Anatel

A medida tomada pelo Gaispi agora também dá mais tempo para a Anatel deliberar o assunto. Além disso, o próprio edital do leilão do 5G previa a possibilidade de prorrogação do prazo de implementação por até 60 dias, desde que constatadas dificuldades técnicas. Ainda segundo o Broadcast/Estadão, o setor de telecomunicações já vinha considerando o prazo apertado, devido a limpeza das faixas.

A Anatel ainda apontou que a proposta aprovada pelo Gaispi deverá prever a possibilidade de antecipação da liberação do uso de faixa em determinadas áreas de prestação, conforme avaliação a ser realizada pela Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF) e aprovada pelo Gaispi.



Matérias relacionadas

Da esquerda para a direita: Walter Lucas da Silva, Juliana Strobel, Marcelo Crivano, Roberta Moraes e Edson Haluch Conectividade

Cidades resilientes: tecnologia e pessoas no centro da adaptação urbana

Planejamento, inovação e participação social ganham espaço no enfrentamento de eventos climáticos extremos e na transformação das cidades em ambientes mais sustentáveis e preparados

Da esquerda para a direita: Dario Paixão, Jaime Santamarta, Ana Carina Rodríguez e Flavio Bortolozzi Conectividade

Inteligência artificial pode tornar as cidades mais humanas e eficientes?

Especialistas apontam como IA, dados e conectividade têm transformado a gestão urbana e os serviços públicos

Vista aérea da cidade de Curitiba, que é uma das smart cities do Brasil Conectividade

Smart cities no Brasil: 5G transforma cidades inteligentes e mobilidade urbana

De Curitiba a São Paulo, cidades brasileiras avançam na digitalização urbana, mas ainda enfrentam entraves estruturais

Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Uma das cidades mais inteligentes do Brasil Conectividade

Saiba quais são as cidades mais inteligentes do Brasil e como a tecnologia as transforma

Smart cities usam tecnologia para tornar os serviços públicos mais eficientes e melhorar a qualidade de vida