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Cibersegurança está no radar de prioridades de empresas brasileiras

2 minutos de leitura

Relatório da Tempest Security Inteligence mostrou que empresas brasileiras pretendem aumentar o orçamento anual para o setor.



Por Redação em 21/05/2019

Principais destaques:
– Empresas brasileiras irão aumentar investimento em cibersegurança, aponta pesquisa da Tempest;
– Principal motivo é a proteção dos dados dos clientes;
– Gestão de risco, arquitetura de segurança e prevenção de ameaças são as principais categorias de investimento;
– Pesquisa também destaca nível de maturidade das empresas brasileiras;
– Muitas já olham para o SOC como investimento para a segurança dos negócios.

A cibersegurança deve ser uma das prioridades da empresa na era da transformação digital e muitas começam a focar parte dos investimentos nesta área. É o que indica a pesquisa “Cibersegurança: a visão dos clientes da Tempest” organizada pela Tempest Security Inteligence, empresa especializada em segurança da informação e combate a fraudes digitais.

O estudo foi realizado com 50 empresas de 15 diferentes setores no mercado brasileiro e de diferentes “tamanhos” de faturamento (De até R$ 50 milhões a mais de R$ 1 bilhão). A análise indicou que haverá crescimento no orçamento para cibersegurança ainda em 2019. Parte deste motivo é influência de novas regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a General Data Protection Regulation (GDPR), já em vigor na União Europeia.

Segundo a pesquisa, o orçamento anual de segurança da informação representa até 2% do faturamento anual em mais de 50% das empresas entrevistadas. Para 2019, a expectativa de 38,8% dos entrevistados é que esse número cresça para 20%, enquanto 30,9% acham que a variação de investimento não deva passar a casa dos 5%.

Empresas se enxergam como maduras no quesito cibersegurança

Outro ponto destacado pelo relatório da Tempest é como as empresas enxergam o nível de maturidade em cibersegurança. Como afirma a pesquisa, o “Brasil está abaixo dos níveis adequados, principalmente quando comparados com mercados maduros como o norte-americano e o europeu, […] as respostas tendem a mostrar uma visão distorcida […] demonstrando que a preocupação das empresas brasileiras ainda está aquém do que deveria.”

As empresas entrevistadas consideram estar em um desses estágios de maturidade abaixo:

  • Inexistente (3,64%): possuem poucos recursos disponíveis e quase nenhum processo de segurança formalizado;
  • Inicial (21,82%): entendem que têm alguns processos estruturados, mas sem uma visão abrangente e apoio da empresa;
  • Estabelecido (30,91%): têm um plano claro de atuação, mas os níveis de segurança ainda estão abaixo do que o mercado exige e os recursos ainda não são compatíveis com os riscos;
  • Gerenciado (20%): acreditam ter recursos e processos maduros e o tema da Segurança já é parte da Governança Corporativa da empresa;
  • Avançado (23,64%): contam com processos, tecnologias e recursos de pessoal acima da média de mercado. As empresas têm capacidade de adotar tecnologias inovadoras e investem em segurança seguindo padrões internacionais.

SOCs já são realidade em boa parte das empresas

As empresas estão atentas também sobre os benefícios de contar com um Centro de Operações de Segurança (SOC, sigla em inglês) em seus negócios. Das 50 entrevistadas, 49% possuem um SOC – 29% têm estrutura própria e 20% operam por uma companhia terceirizada. Embora a maioria das empresas entrevistadas ainda não tenha essa estrutura, 14% delas esperam contratar um fornecedor desse serviço.

A pesquisa completa você encontra aqui.



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