Futuro do armazenamento de dados: data centers da Amazon no espaço, com uma instalação moderna e solar, previsto pelo fundador da Amazon em até 20 anos Imagem gerada digitalmente

Fundador da Amazon prevê data centers no espaço em até 20 anos

2 minutos de leitura

Projeto de Jeff Bezos propõe data centers movidos a energia solar no espaço, com montagem robótica e operação contínua



Por Redação em 03/11/2025

Jeff Bezos, fundador e CEO do grupo Amazon, afirmou que, em até duas décadas, data centers poderão ser construídos e lançados ao espaço. O objetivo é aproveitar a disponibilidade contínua de energia solar fora da Terra.

Segundo o executivo, o processo “não levará menos que dez anos, mas não mais que 20”, já que há “energia solar 24 horas” por dia no espaço. Isso permitiria aos equipamentos uma alimentação energética ininterrupta, diferentemente do que é possível no planeta.

A declaração foi feita durante a Semana Italiana de Tecnologia, realizada em Turim, segundo informações do G1. 

A busca por eficiência energética e sustentabilidade

Pessoa ajustando projeto com modelos de painéis solares em um ambiente de trabalho, promovendo eficiência energética e sustentabilidade.
Foto: Lee Charlie/ Shutterstock

Para atender à crescente demanda impulsionada pela inteligência artificial, tecnologias têm sido desenvolvidas para gerar energia sem depender dos recursos disponíveis na Terra.

Sem a presença de nuvens ou ciclos de noite e dia, os data centers poderiam ser alimentados por painéis solares otimizados projetados especificamente para operar continuamente, garantindo uma fonte de energia confiável e previsível.

A Amazon estuda formas de criar um sistema eficiente para coletar essa energia e distribuí-la aos servidores. Ainda não há um cronograma definido, mas as previsões de Bezos são otimistas.

Os principais desafios da Amazon

Para que os data centers funcionem adequadamente, a empresa precisa enfrentar desafios como o ambiente de vácuo, as temperaturas baixas, a radiação espacial e a própria construção e manutenção em órbita.

O vácuo espacial impede o resfriamento dos componentes por convecção, como ocorre na Terra. Nesse caso, o processo deve ocorrer principalmente por radiação térmica, com sistemas de resfriamento líquido de alta eficiência. As baixas temperaturas do espaço sideral, que giram em torno de -270,45 °C, podem ser aproveitadas para facilitar o processo de resfriamento do hardware.

Devido à ausência de atmosfera, o hardware será submetido a altos níveis de radiação, o que pode causar erros, como flips de bits de memória, ou mesmo danos permanentes que podem ser de alto custo. A empresa Spacedock menciona que o ambiente espacial exige componentes resistentes à radiação – os quais podem custar até cem vezes o preço dos equipamentos tradicionais. 

Tanto Amazon quanto Spacedock acreditam que o caminho para baratear a construção e a instalação desses data centers é por meio de módulos enviados para o espaço, cuja montagem seria realizada por robôs. Foguetes transportariam os componentes, que seriam acoplados automaticamente em órbita.

Esse projeto promete trazer ganhos de segurança ao eliminar a necessidade de enviar equipes humanas ao espaço. O processamento desses servidores remotos, no entanto, terá de ser alto para reduzir a latência – fator central para serviços que exigem agilidade, como negociações de alta frequência, por exemplo.



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