empresas digitalizadas

Empresas digitalizadas faturam mais, segundo Mckinsey

2 minutos de leitura

Estudo trata a transformação digital nas empresas brasileiras, revelando insights e setores mais avançados



Por Redação em 09/06/2023

De acordo com estudo realizado pela consultoria McKinsey, as organizações que investem em digitalização apresentam melhor desempenho financeiro. O Índice de Maturidade Digital, como é chamado o estudo, entrevistou 124 empresas brasileiras de grande e médio portes. As organizações são de diferentes segmentos, e foram avaliadas em quatro grupos: Líderes digitais, Ascendentes, Emergentes e Iniciantes. 

A pesquisa teve apoio da ferramenta Analytics & Digital Quotient (A&DQ), desenvolvida pela própria consultoria e que analisa as 22 práticas de gestão, divididas em quatro dimensões: estratégia, capacidades, organização e cultura. O domínio destas áreas define o grau de maturidade digital da companhia, de modo que as empresas identificadas como líderes digitais, apresentam um quociente elevado por trabalhar os quatro âmbitos de maneira complementar e proporcional. 

Para além de classificar as empresas digitalizadas em grupos, o Índice de Maturidade Digital coletou informações acerca do processo de digitalização no Brasil. Os resultados foram cinco insights: (1) desempenho financeiro, (2) comparação em escala global, (3) caráter complementar das práticas, (4) desafios da transformação digital e (5) relação da maturidade com o setor de atuação da empresa.

Esses resultados foram compilados em 5 insights, veja: 

1- Empresas digitalizadas têm melhor rendimento financeiro

empresas digitalizadas

Em relação ao EBITDA, as organizações líderes digitais crescem até três vezes mais do que o restante das empresas, em escala nacional. Isso se deve à utilização do digital como ferramenta de melhoria na organização, em relação à estrutura interna e ao cliente. 

O uso da tecnologia, no sentido de aprimorar a experiência do consumidor e refinar os dados obtidos, é um dos fatores responsáveis pelo crescimento cinco vezes maior de instituições mais digitalizadas em comparação a outras.

2- Líderes digitais do Brasil se assemelham aos globais e se distanciam dos demais brasileiros

Os líderes digitais do Brasil apresentam média no nível de maturidade de 66 pontos na escala A&DQ. Eles estão próximos ao índice dos líderes globais (67 pontos). Já em escala nacional, há uma discrepância em relação às demais empresas. O componente responsável pela disparidade é organizacional, visto que essa dimensão fornece os meios necessários para que a transformação digital ocorra.

3- Os líderes digitais compreendem o caráter complementar das quatro dimensões e incorporam  as práticas

empresas digitalizadas

A aplicação de iniciativas digitais, alinhadas à utilização de meios e técnicas aprimoradas, com quadro especializado e com indicadores de performance, são esforços que líderes globais aplicam para alavancar o desempenho. Estas características fortalecem o processo de transformação digital e as distanciam das demais empresas. Além disso, as empresas líderes se destacam em três práticas consideradas mais difíceis: estrutura organizacional, experimentação e jornada do cliente.

4- Desafios comuns na transformação das empresas digitalizadas

  • Roadmap: a base para a estratégia digital e de analytics deve estar alinhada aos diferentes setores da empresa. 
  • Dados e analytics: são peças fundamentais para entender o consumidor e definir as ações futuras nos negócios atuais.
  • Talentos: após identificar, deve-se capacitar dentro do contexto digital e cultural.
  • Mentalidade baseada em dados: fortalece uma cultura objetiva pautada em dados para ser assertivo nas decisões.

5- Maturidade digital relacionada ao segmento de mercado

Ainda que não haja regras e que o grau de maturidade digital seja obtido mediante aos esforços da empresa, alguns setores de negócios agrupam os maiores índices. No Brasil, isso fica claro nos segmentos de Varejo, Serviços Financeiros e TIC (TI e Comunicações).



Matérias relacionadas

Jovem trabalhando em um escritório com vista para prédios, usando fones de ouvido e anotando em um caderno, no contexto de Autonomia digital. Estratégia

Autonomia digital amplia oportunidades de cooperação e negócios globais

Controle sobre dados e infraestrutura, governança e segurança jurídica criam um ambiente mais previsível para inovação e expansão de serviços

Jozef Síkela, discursando sobre cooperação tecnológica e soberania digital no Future Affairs Forum Estratégia

Brasil e União Europeia ampliam cooperação em tecnologia e regulação 

Parceria avança em conectividade e governança digital para ampliar oportunidades de desenvolvimento e proteção a direitos

Cadeado de segurança metálico em primeiro plano com fundo de código e circuitos, simbolizando proteção e privacidade de dados Estratégia

LGPD avança nas organizações, mas fica concentrada em poucos profissionais e práticas isoladas

Pesquisa do Cetic.br mostra estagnação na nomeação de DPOs e revela que pequenas empresas ainda tratam a proteção de informações como responsabilidade acumulada por proprietários ou equipes de TI

Pessoa jovem em ambiente externo usando exclusivamente um celular, com baixa escolaridade, destacando vulnerabilidade a golpes digitais e fraudes online. Estratégia

Baixa escolaridade e uso exclusivo de celular acentuam vulnerabilidade a golpes

Pesquisa do do Cetic.br mostra que usuários sem letramento e acesso a computador têm menos chance de defesa e sofrem os maiores impactos do uso de seus dados pessoais