cultura orientada por dados Imagem gerada por Inteligência Artificial

Cultura orientada por dados faz diferença

2 minutos de leitura

Ganhos incluem desde insights em tempo real para áreas de tecnologia e varejo até melhor colaboração entre equipes



Por Redação em 04/04/2025

O termo data driven não é apenas uma onda passageira. A cultura orientada por dados, como o termo vem sendo traduzido em português, é uma atitude que pode trazer vários ganhos, segundo Thoran Rodrigues, CEO da BigDataCorp. De acordo com ele, transformar dados em insights práticos ajuda, por exemplo, a otimizar experiências do usuário e ajustar ofertas em tempo real.

O especialista lembra que os benefícios não estão limitados ao setor de varejo. Em vários outros segmentos, a adoção de ferramentas de análise preditiva –baseadas em dados – permite projetar cenários futuros, dando às empresas a capacidade de desenvolver estratégias que se adaptem rapidamente às novas exigências do mercado. 

Leia também:

“IA generativa só existe quando há dados”

Rodrigues argumenta que essa habilidade de previsão e adaptação tornou-se, inclusive, essencial para manter a relevância em um cenário de constante mudança.

Detalhe: de acordo com ele, as empresas com uma cultura orientada por dados não apenas processam grandes volumes de informações, mas também os interpretam de maneira a inspirar “soluções inovadoras e provocar mudanças significativas”.

Outra aplicação eficiente dos dados é na colaboração entre equipes, criando um ambiente onde o compartilhamento de ideias e a cocriação fluem de maneira mais natural. O executivo lembra que quando todos têm acesso a informações detalhadas e atualizadas, os processos colaborativos são aprimorados. O resultado seria um ciclo contínuo de inovação.

Ele ressalta, no entanto, que para que os ganhos aconteçam é preciso investir em infraestrutura robusta e no treinamento de equipes. As companhias que seguem essas práticas não apenas acompanham a transformação digital, mas lideram com soluções que antecipam as necessidades do mercado. Uma cultura orientada por dados é vital também para o sucesso de projetos de IA, conforme defende o especialista Ganes Kesari, em artigo para a revista do MIT Sloan. No texto, ele mostra quatro passos fundamentais para a construção de uma ‘data driven culture’. Basicamente, as ações incluem a intervenção da liderança, a necessidade de “empoderar” os dados, a colaboração e a realização do valor.



Matérias relacionadas

Kathleen Woodard em palco durante apresentação em evento corporativo, com telões exibindo slides e mensagem sobre novos diferenciais competitivos e Era da IA. Inovação

Bancos entram na era dos agentes de IA, mas confiança e julgamento humano seguem como diferenciais

Kathleen Woodard, da Microsoft, afirma que instituições financeiras estão deixando a fase de testes para incorporar dados, conhecimento e processos a plataformas de IA em escala

Palestra no evento FEBRABAN TECH com Silvia Bassi, Daniel Augusto Falbi, Estevam Carvalho e Wladimir Silva em um painel, telão com o tema “Do data center ao cluster de IA: infraestrutura, automação de o novo core bancário”. Inovação

IA leva bancos a redesenhar infraestrutura e perfil dos profissionais de tecnologia 

Painel no Febraban Tech 2026 mostra como IA leva bancos a repensar data centers, nuvem e automação e amplia a demanda por novas competências nas equipes de tecnologia

Carolina Duca, Luiz Faray e Rodrigo Schiavini em palco durante evento com telões de apresentação e painel de slides, em conferência corporativa Inovação

Da orquestração à autonomia: IA exige novas competências em tecnologia de mídia

Painéis da SET Expo 2026 discutem como inteligência artificial, dados e observabilidade estão transformando as operações de mídia, exigindo novos modelos organizacionais, novas lideranças e maior integração entre tecnologia e negócio

Prof. Dr. Adriano Adoryan, Kensuke Hisatomi, Cristiano Akamine e Sung-Ik Park Inovação

Pesquisador sul-coreano defende radiodifusão como infraestrutura de dados e comunicações críticas

Líder de projeto do ETRI defende integração entre broadcast, 5G e satélite para atender aplicações como veículos autônomos, datacasting, downloads em massa e comunicações de emergência