CIAB 2019 Blockchain não interfere na LGPD, garante Ana Paula Assis, da IBM

CIAB 2019: Blockchain não interfere na LGPD, garante Ana Paula Assis, da IBM

2 minutos de leitura

Presidente da IBM para a América Latina diz que setor financeiro pode se adaptar à velocidade da transformação digital com a tecnologia.



Por Redação em 27/06/2019

Principais destaques:
– Para Ana Paula Assis, da IBM, blockchain vai trazer ainda mais privacidade e segurança;
– Executiva acredita que a tecnologia não conflita com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD);
– Ela afirma ainda que setor financeiro deve ver o blockchain como oportunidade e não ameaça.

Desde que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) foi sancionada, diversos setores discutem como a legislação e o blockchain podem estar em sintonia. “A impressão é que o blockchain permite que a empresa tenha visibilidade de toda transação que acontece na rede”, disse Ana Paula Assis, presidente da IBM para a América Latina, durante encontro no CIAB FEBRABAN 2019, que aconteceu de 11 a 13 de junho em São Paulo.

Na palestra que abordava o uso de blockchain para negócios, Assis foi enfática ao dizer que esta tecnologia vai trazer ainda mais privacidade e segurança ao setor financeiro. “Os algoritmos de criptografia que compõem o blockchain vão garantir esses itens”.

Sobre a “visibilidade de toda transação”, a presidente da IBM afirmou que o blockchain vai garantir a rastreabilidade de tudo que acontece na rede. “Não é que [dados] não podem ser alterados, mas para isso acontecer, outra transação [na rede blockchain] será feita e as duas vão ficar registradas. Sobre o direito de ser esquecido, previsto na LGPD, você pode eliminar um registro de um bloco e o que fica dentro dele é o hash utilizado para fazer a gravação do registro original. Essa alteração também fica registrada dentro da rede.”

Assis ainda vê o setor financeiro como o mais disruptivo por “ser um early adopter (expressão sobre pessoas e empresas que experimentam testar algo em primeira mão) da tecnologia, mais que outras indústrias”. O sistema bancário, segundo a executiva, utiliza redes de trocas antigas, com décadas de uso e que “estão chegando a um limite de atualização, escalabilidade e eficiência de custo.”

“Os bancos podem se beneficiar muito com o uso do blockchain. Ele garante modernização e transformação do modelo de negócio dessas empresas e garante agilidade dos processos e eficiência para o usuário. O setor precisa se adaptar à velocidade que o mundo opera hoje e, quanto mais cedo os bancos incorporarem o blockchain, vão entender que a tecnologia não é uma ameaça, mas uma oportunidade”, finalizou Assis.



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