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Moeda digital do Brasil, Drex, promete ser mais segura

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Nome da moeda digital brasileira foi confirmada pelo Banco Central e deve entrar em vigor no final de 2024



Por Redação em 06/09/2023

Depois do sucesso do Pix como sistema de transferência instantânea, o Brasil terá uma moeda digital até o final de 2024. O Real virtual vai se chamar Drex e cada letra tem um significado: digital (D), R (Real) eletrônico (E) e o X, que para adicionar modernidade ao tema, repetindo o x já presente no Pix. O Drex será uma moeda digital equivalente ao Real e garantida pelo Banco Central (BC), diferente de criptomoedas, cujo valor é atrelado ao mercado e não têm o lastro do BC.

Segundo reportagem do site TI Inside, o Drex funcionará, na prática, como um primo do Pix, mas com diferentes finalidades e escalas de valores. Hoje, por exemplo, o Pix não vem sendo usado para transações comerciais de alto valor, em função dos limites de segurança adotados para ele. Já o Drex poderá ser utilizado para comprar imóveis, carros e outros bens de maior valor. Ou seja, será mais uma moeda de atacado do que de varejo.

Outros detalhes do Drex

De acordo com o Banco Central, o Drex vai viabilizar as tecnologias de registros distribuídos (DLT) similares à blockchain, que permitem a automação de transações financeiras empregando smart contracts, que são do que programas que rodam de forma segura em redes DLT. A atual fase de testes do Drex está sendo desenvolvida em Hyperledger Besu, que é uma DLT que incorpora smart contracts.

Traduzindo: na compra e venda de um carro, por exemplo, a função de programabilidade do Drex faz com que o contrato só seja concluído quando as duas etapas acontecerem: dinheiro (de quem está comprando) e a propriedade (de quem está vendendo) serão transferidos de forma simultânea. Se uma das partes falhar, o montante pago e o carro voltam para seus respectivos donos.

O Drex poderá ter um custo relacionado ao serviço financeiro que for prestado pela instituição ofertante. Segundo o BC, caberá à instituição definir o custo para o serviço ofertado, seguindo a regulação e considerando o ambiente competitivo, podendo mesmo ser gratuito ou significativamente inferior ao custo de serviço similar anterior à adoção do Drex.



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