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Brasil tem potencial para ser líder em satélite na América Latina

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Mercado brasileiro pode ocupar um pedaço da indústria espacial global, que deve chegar a US$ 1 trilhão em 2030



Por Redação em 26/01/2024

A indústria espacial global deve movimentar cerca de US$ 1 trilhão em 2030, segundo reportagem da revista Forbes. Esse valor envolve vários subsegmentos do setor e mostra um crescimento de 330% em relação aos números movimentados em 2021. Nesse mercado grande há espaço também para o Brasil, com destaque para nicho de satélites. De acordo com especialistas, o país poderia ocupar uma liderança na América Latina nessa área. 

Essa avaliação foi consolidada no SpaceShowBR, evento que envolveu iniciativa privada e governo, com instituições que vão desde a Agência Espacial Brasileira (AEB) até companhias como a Kvantum, especializada em operações espaciais. O foco de atuação do mercado brasileiro de satélite, por sua vez, envolveria desde aplicações tradicionais, como monitoramento de meio-ambiente e comunicações, até indústrias como seguros e mineração. 

Mercado de satélites no Brasil

O histórico nacional inclui, por exemplo, o envio do satélite Amazonia-1 ao espaço. Trata-se do primeiro de observação da Terra que foi projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. O equipamento, lançado ao espaço em 2021, envolveu a parceria com a agência espacial indiana Indian Space Research Organisation.

Outro exemplo está no setor de mídia. Os satélites Star One C4 e D2, da Embratel (agora Claro empresas), ficam localizados na posição orbital de 70ºW, que, para o setor de mídia, é como um hotspot, uma vez que a maioria das emissoras de TV encontra-se nessa mesma posição na Banda C.

Para o setor de telecomunicações e radiodifusão, a mudança representa uma oportunidade de prestar mais serviços, já que, segundo o IBGE, o país tem 18,9 milhões de domicílios com antenas parabólicas e todos eles precisarão, em algum momento, migrar para o modo digital e para a nova faixa de frequência.

Números recentes do site Teleco dão um panorama do setor no país e mostram 46,3 milhões de acessos de banda larga fixa via satélite em abril de 2023 no Brasil. Os dados mostram 8 empresas com direitos de exploração de satélite brasileiro que, juntas, possuem 16 satélites em operação. Outros 32 satélites estrangeiros estão autorizados a operar no país por meio de direito de exploração. 

Quantos satélites o Brasil tem?

O Brasil possui uma constelação de satélites composta por diversos veículos espaciais. Até a última contagem, o país lançou e opera mais de 30 satélites, incluindo aqueles voltados para comunicações, monitoramento ambiental, meteorologia e observação da Terra. Esses satélites desempenham papéis cruciais em diversas áreas, contribuindo para avanços tecnológicos e aplicações práticas em diferentes setores.



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