Ilustração sobre a padronização da IoT no Brasil, com conexões de dispositivos inteligentes e infraestrutura urbana conectada por redes Foto: Fadfebrian/ Shutterstock

Brasil avança na padronização de IoT com normas globais

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Iniciativa conjunta da ABNT e da ABINC fortalece maturidade regulatória do país e consolida internet das coisas e gêmeos digitais



Por Redação em 02/02/2026

O Brasil deu mais um passo no que diz respeito à maturidade regulatória na área tecnológica, mas desta vez com a aprovação de normas técnicas relativas à Internet das Coisas (IoT) e Gêmeos Digitais. Com a publicação da ABNT NBR ISO/IEC 20924:2025 e ABNT NBR ISO/IEC 30173:2025, o país se alinha à parâmetros internacionais sem deixar de considerar os aspectos que constituem o mercado nacional. 

Elaboradas em parceria pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), as normas acompanham o momento de crescimento do setor de IoT e são vistas pelo presidente da ABINC, Paulo Spaccaquerche, como “um marco na consolidação da IoT no país”.

Normas inauguram nova fase da IoT no país

As duas normas publicadas se inserem, no contexto do Comitê Brasileiro de Tecnologias da Informação e Transformação Digital (CB-021), em uma agenda que engloba além de IoT e Gêmeos Digitais, a Cibersegurança para IoT e os Espaços de Dados. Os documentos tratam de conceitos e fundamentos técnicos que servem de base para o desenvolvimento e a interoperabilidade de sistemas.

Segundo Spaccaquerche, a expectativa é que “empresas e instituições brasileiras possam certificar seus produtos e soluções de acordo com padrões reconhecidos globalmente, sem depender de modelos estrangeiros”. Ele avalia ainda que a padronização, baseada em modelos próprios, que estão de acordo com as demandas e necessidades que o segmento brasileiro requer, é fundamental para a competitividade das empresas brasileiras e é o grande diferencial do trabalho.

Cibersegurança entra na agenda de 2026

Entre os próximos passos previstos está a publicação, em 2026, de uma norma específica voltada à cibersegurança de dispositivos IoT. O tema é considerado estratégico para ampliar a adoção da tecnologia em setores sensíveis e de maior maturidade como indústria, cidades inteligentes, utilities e agronegócio, nos quais a segurança da informação é condição básica para a digitalização em larga escala.

A incorporação da cibersegurança ao arcabouço normativo reflete a maturidade crescente do debate sobre IoT, que deixa de se concentrar apenas na conectividade e passa a considerar riscos, resiliência e confiabilidade dos sistemas.

Mercado em expansão demanda padrões claros

O avanço das normas ocorre em um momento de crescimento consistente do mercado brasileiro de IoT, impulsionado pela expansão do 5G, de redes LPWAN como LoRa e NB-IoT, pela redução de custos de sensores e pelo amadurecimento dos modelos de negócio, conforme reportado pela ABINC. 

Nesse contexto, a padronização surge como elemento-chave para garantir interoperabilidade, reduzir barreiras técnicas e fortalecer a competitividade das empresas nacionais também no cenário internacional.



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