Pioneiro a ponto de quase ser considerado sinônimo de IA, o aplicativo ChatGPT, criado pela OpenAI, foi superado pelo Gemini, do Google, em termos de adoção pelos usuários. Segundo reportagem da MacMagazine, o recurso de edição de imagem Gemini 2.5 Flash Image foi o principal impulsionador para que a ferramenta assumisse a liderança, colocando o ChatGPT em segundo lugar.
A mudança aconteceu em setembro de 2025, quando 23 milhões de novos usuários passaram a usar o Gemini. O movimento de ascensão também pode ser comprovado pela criação de mais de 500 milhões de imagens com uso da nova ferramenta. No mesmo período, o aplicativo acumulou mais de 12,6 milhões de downloads, o que representa um aumento de 45% em relação a agosto.
Os dados são da App Store e indicam a liderança do Gemini nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Brasil, e em outros mercados. O Gemini, inclusive, se tornou o app de IA mais baixado entre os usuários de iPhone nos Estados Unidos e Reino Unido e ficou entre os primeiros no Brasil.
Edição realista, apelo emocional e disputa por usuários
Para os especialistas, o sucesso do Google pode ser explicado pelo resultado realista de imagens criadas a partir do aplicativo, mesclando fotos pessoais com as de pessoas famosas ou familiares falecidos. Ou seja, a tecnologia foi estrategicamente posicionada para ter um apelo de nostalgia, com a lembrança de entes queridos, e de realização pessoal, com montagens envolvendo celebridades.
A qualidade técnica das montagens feitas pela IA do Google é outro diferencial, imprimindo um estilo de edição profissional. Além da edição realista, o Gemini focou na criatividade como apelo, em contraste com a estratégia mais orientada à produtividade do ChatGPT.
Por outro lado, a produção de imagens realistas levanta o perigo de impulsionar a desinformação, ameaça que o Google está endereçando com a inclusão de mecanismos de validação como marcas d’água rastreáveis, indicando que as imagens são produtos de IA e não fotos reais.
