5 perguntas para responder e saber se é hora de mudar a estratégia de segurança

5 perguntas para responder e saber se é hora de mudar a estratégia de segurança

3 minutos de leitura

Com maior número de eventos de cibersegurança acontecendo diariamente, considerar um SIEM pode evitar uma postura reativa das empresas a incidentes.



Por Redação em 23/07/2021

Com maior número de eventos de cibersegurança acontecendo diariamente, considerar um SIEM pode evitar uma postura reativa das empresas a incidentes.

Você consegue imaginar quantos eventos de segurança são visualizados por dia pelo time de TI ou de segurança de uma empresa? Se a resposta foi próxima a 200 mil, parabéns, você acertou. Nesses episódios, criminosos tentam encontrar brechas e vulnerabilidades nos sistemas corporativos.

E, como já mostramos em outros artigos publicados no Mundo + Tech, basta uma simples invasão — talvez a mais recorrente seja por engenharia social — para os dados caírem na dark webeuma empresa ser multada por leis de proteção de dados (como a LGPD).

Como se adiantar, então, a possíveis eventos que podem comprometer seus sistemas – principalmente os críticos? Um white paper do site IT Pro, em parceria com a IBM, sugere a seguinte solução: SIEM.

Em resumo, o SIEM (lê-se ‘SIM’, com o ‘E’ mudo) é a sigla para Security Information and Event Managment ou Gerenciamento de Informações e Eventos de Segurança. É uma solução que vai além da coleta, análise e identificação dos logs para saber quais estão fora do padrão.

Ao ter uma estratégia de segurança apoiada nessa solução, é possível aplicar correlação e análises avançadas para detectar ameaças automaticamente, avaliar sua gravidade e filtrar o ruído para alertá-lo sobre eventos críticos.

Tudo isso porque a configuração é automatizada e com o uso de machine learning, a solução mantém os sistemas protegidos ao mesmo tempo em que o time de TI fica livre para se concentrar na correção e recuperação.

Então, se você acha que o SIEM já é uma possibilidade, as cinco perguntas abaixo – retiradas do white paper – vão te ajudar a decidir se é hora de levar a segurança para o próximo nível.

Pergunta 1: Consegue acompanhar todos os seus dados de forma segura e em tempo real?

Se os registros são gerenciados e pesquisados em planilhas, sua empresa está perdendo as alterações dos logs em tempo real. Sem contar com os esforço de tempo e de pessoas para essa missão.

Ao fazer uso de um SIEM, a solução vai automatizar a coleta e analisar todos os logs – mas não faz apenas essas coisas. Ele também fornece insights mais profundos no nível da rede, além de registros. Tudo para te dar uma visão holística do que acontece na sua empresa.

Pergunta 2: A estratégia de segurança leva em conta o elemento humano das ameaças?

Falamos lá em cima sobre engenharia social — é o uso de uma estratégia para enganar os colaboradores para que os hackers consigam acesso aos sistemas de uma empresa.

Outra possibilidade é a de um funcionário se voltar contra a organização.

FIQUE POR DENTRO: Interação humana foi responsável por 85% das violações de dados

Independentemente do cenário, sua empresa tem uma solução que consiga interpretar esses elementos humanos? O machine learning no SIEM pode ajudar a descobrir atividades anômalas vindo de possíveis colaboradores.

Ao ter um relatório dessa análise de comportamento, você consegue priorizar usuários de maior riscos, capazes de causar os maiores danos.

Pergunta 3: A estratégia prioriza as ameaças aos ativos e dados mais críticos?

O servidor de arquivos usado pelo time de marketing e o banco de dados disponível para a equipe de desenvolvimento: os dois representam níveis bem diferentes de riscos quando comprometidos, dependendo da empresa

Ao ter um SIEM, a solução consegue avaliar o valor de cada ativo que sua empresa possui. Assim, você consegue priorizar automaticamente as respostas às ameaças com base no risco ao seu negócio.

Pergunta 4: O sistema automatiza processos para ajudar a torná-lo mais produtivo?

Talentos em segurança estão em falta no mercado e o time de TI acaba ficando sobrecarregado. Ao ter um SIEM na sua empresa, o machine learning e a automação vão ajudar a equipe a eliminar os processos manuais, melhorando a produtividade dos colaboradores.

Pergunta 5: O quão fácil é começar e integrar os ambientes?

O SIEM precisa de dados para operacionalizar a coleta e análise deles. Porém, você deve descobrir quais métodos de implantação da solução são suportados – hardware, software ou SaaS?

Se existe essa flexibilidade de contratação, é possível entender com o fornecedor se o SIEM irá funcionar em todos os sistemas – ativos locais, aplicativos SaaS e ambientes de nuvem pública, por exemplo.

Quer saber mais como o SIEM te ajuda a detectar ameaças em tempo real? Leia nosso artigo sobre a solução para entender mais sobre como ela promove uma segurança inteligente nas empresas. Clique aqui.

Principais destaques desta matéria

  • SIEM é uma solução que consegue detectar ameaças automaticamente, avaliar sua gravidade e filtrar o ruído para alertá-lo sobre eventos críticos.
  • Com o uso de machine learning, a solução mantém os sistemas protegidos ao mesmo tempo em que o time de TI fica livre para se concentrar na correção e recuperação.
  • Confira 5 perguntas que você precisa fazer para levar a segurança cibernética da sua empresa para o próximo nível.


Matérias relacionadas

Servidores em um data center com racks iluminados por luzes vermelhas e arquitetura tecnológica de alta performance. Estratégia

Corrida pela infraestrutura de IA desafia a economia antes dos ganhos de produtividade

Investimentos bilionários em data centers, energia e chips pressionam custos globais e a política monetária, enquanto o Brasil busca espaço na nova cadeia de valor

Pessoa trabalhando em notebook com interface digital de IA em estilo futurista, mostrando o texto “IA Agents”, elementos de busca, anúncios e painéis de análise em vermelho e branco. Estratégia

Tecnologia pode substituir horas de trabalho por eficiência no varejo

Automação de processos e inteligência artificial permitem elevar a produtividade, redistribuir tarefas e preservar a qualidade do atendimento diante da possível redução da jornada e do fim da escala 6×1

ícone de cadeado digital em destaque com circuitos e pontos luminosos em tons de vermelho, simbolizando cibersegurança, proteção e segurança de dados Estratégia

Organizações avançam na cibersegurança de ambientes industriais

Visibilidade sobre parques automatizados, estrutura de defesas e arquiteturas seguras de conectividade trazem amadurecimento da segurança em ambientes que sustentam operações críticas, enquanto amplia consciência sobre os riscos

Mão em primeiro plano segurando um escudo digital em estilo holográfico com ícones de tecnologia, sugerindo proteção e soberania digital. Ao fundo, notebook na mesa. Estratégia

Estudo identifica inovação, governança e autonomia tecnológica como pilares da soberania digital

Publicação do CTS-FGV defende a implementação de um Sistema Nacional de Soberania Digital para reduzir a dependência de plataformas estrangeiras