A infraestrutura de uma cidade inteligente depende de uma arquitetura tecnológica capaz de conectar equipamentos, transmitir informações e transformar dados em ações. Por meio da Internet das Coisas (IoT), medidores, luminárias, sensores e outros dispositivos podem operar de forma integrada, permitindo o monitoramento remoto de ativos, a identificação de falhas e a otimização de serviços urbanos.
Tecnologias como NB-IoT, LTE-M, 4G e 5G atendem a diferentes requisitos de comunicação, como volume de dados, cobertura, consumo energético, mobilidade e latência. A escolha depende da aplicação e do nível de criticidade de cada operação.
No Connected Smart Cities, evento que integra o Cidade CSC 2026 e será realizado de 16 a 18 de novembro, em São Paulo (SP), a Claro empresas apresentará soluções de conectividade e IoT voltadas à digitalização de serviços públicos, concessionárias e empresas privadas.
Conectividade para dispositivos urbanos

O Narrowband Internet of Things (NB-IoT) é um padrão de comunicação celular voltado a dispositivos que transmitem pequenos volumes de dados e precisam operar com baixo consumo de energia. Suas características de cobertura favorecem equipamentos instalados em locais de difícil acesso, como caixas subterrâneas e ambientes fechados.
Por isso, o NB-IoT pode ser usado na telemetria de hidrômetros, medidores de gás e equipamentos de monitoramento, permitindo o recebimento remoto de dados. O LTE-M favorece aplicações com maior mobilidade, enquanto 4G e 5G atendem a cenários que exigem maior volume de dados.
Medição, iluminação e redes inteligentes

A medição inteligente, ou smart metering, combina medidores digitais, módulos de comunicação e plataformas de gerenciamento. Com a telemetria, concessionárias podem acompanhar o consumo e identificar possíveis vazamentos, falhas ou irregularidades. A leitura remota também reduz deslocamentos e amplia as informações disponíveis para a operação.
Na energia elétrica, os medidores inteligentes integram as smart grids, que combinam sensores, comunicação e automação para ampliar o controle da distribuição e ajudar a localizar ocorrências e orientar equipes de manutenção.
O Próximo Nível já publicou reportagens sobre a modernização das distribuidoras brasileiras, destacando investimentos em medição inteligente e o uso de IA para apoiar decisões operacionais.
Já a iluminação pública conectada utiliza sensores e sistemas de telegestão para monitorar luminárias, identificar falhas e permitir comandos remotos.
Geodata e gestão urbana
A integração de conectividade e dados geográficos permite associar informações a locais e ativos específicos. Com geodata, gestores podem visualizar ocorrências, identificar falhas e priorizar intervenções. Com análise e IA, esses dados também podem apoiar o planejamento de rotas e equipes.
O desafio é integrar bases de dados com qualidade, segurança e interoperabilidade, permitindo que dispositivos, redes, plataformas e aplicações atuem de forma integrada.
Essa integração entre tecnologia, infraestrutura e gestão é um dos pilares das cidades inteligentes. No podcast Próximo Nível, especialistas discutem como as smart cities podem combinar eficiência operacional e qualidade de vida por meio do uso estratégico de conectividade e dados. As soluções que serão apresentadas pela Claro empresas no Connected Smart Cities mostram como essas diferentes camadas podem ampliar a capacidade de concessionárias e gestores de monitorar ativos e tornar os serviços mais eficientes.
