A rede de telefonia móvel brasileira foi considerada a melhor da América Latina, alcançando uma pontuação de 3,31 em uma escala de 0 a 5. A avaliação foi feita pela MedUX, empresa especializada em benchmarking de infraestruturas de telecomunicações.
O ranking foca na qualidade de experiência (QoE, da sigla em inglês) e tem critérios padronizados para facilitar a comparação dos resultados. O desempenho de cada país é consolidado em uma pontuação total de QoE, que combina os resultados de confiabilidade, dados e OTT, resposta da rede, custo-benefício em relação à velocidade e streaming.
Veja aqui as melhores classificações:
- Melhor experiência móvel QoE: Brasil
- Melhor confiabilidade: Brasil e Guatemala (vencedores conjuntos)
- Melhor custo-benefício em termos de velocidade: Brasil
- Melhores serviços de streaming: Brasil
- Melhores dados e OTT: Guatemala
- Melhor capacidade de resposta da rede: Guatemala
Em termos de consistência e estabilidade, o relatório apontou que a infraestrutura brasileira se aproxima cada vez mais da qualidade de mercados globais de maior avanço de QoE. Além de ter a rede mais confiável da região, as operadoras brasileiras apresentam um desempenho móvel sólido e equilibrado em todas as categorias analisadas pela MedUX.
México tem pior desempenho no ranking
De acordo com o portal Teletime, a liderança do Brasil também ocorre na área de streaming. Um dos destaques é a confiabilidade das transmissões, com a rede móvel brasileira atingindo uma taxa de 72,5%, a mais alta da região, ao lado da Guatemala.

Em termos práticos, essa confiabilidade se traduz na capacidade de o usuário concluir ações no celular sem falhas ou interrupções. Em outras palavras: uma capacidade mínima de serviço, considerando tentativas malsucedidas e falhas de conexão.
Além do Brasil, a Guatemala (3,29), Uruguai (3,17) e El Salvador (3,06) pontuaram bem no ranking. Já no segundo grupo estão Argentina, que atingiu 2,6 pontos, Chile com 2,51 e o México, o pior classificado entre os sete, com 1,6.
Para efeito de comparação, os três melhores classificados da Europa foram os Países Baixos, com uma QoE de 4,51, acompanhados pela Dinamarca (4,43) e Noruega (4,39). Segundo os especialistas da MedUX, os dados europeus mostram a maior maturidade do ecossistema 5G na região.
5G no Brasil

Em relação à tecnologia de quinta geração, o Brasil também também se destacou no relatório. Apesar de o 4G ainda concentrar o maior tráfego móvel no país, 37% dos usuários já têm aparelhos móveis preparados para usar a nova geração. Na cobertura de 5G, o Brasil fica apenas atrás de Porto Rico (89,7%) e Uruguai (50,4%).
Os especialistas da MedUX apontam ainda que o 5G está longe de ser universal na América Latina, considerando também as áreas suburbanas e rurais. A disponibilidade ainda se concentra nas principais cidades, e o 4G continua predominando em toda a região.
Para eles, a América Latina estaria em uma transição da “cobertura para a adoção”: o 5G existe, mas o próximo passo é acelerar a adesão e a migração do tráfego para que a tecnologia se torne o padrão, e não apenas uma sobreposição.
Como melhorar o 5G na América Latina

O caminho para mudar esse cenário de transição envolve algumas iniciativas, de acordo com a MedUX. As três prioridades envolvem:
- Tornar o 5G o padrão além das grandes cidades, uma vez que a cobertura não é suficiente e a migração do tráfego é importante.
- Melhorar a consistência e a capacidade de resposta, pois a latência ainda é muito alta para experiências verdadeiramente instantâneas, como ocorre em muitos mercados.
- Otimizar a entrega de ponta a ponta para serviços reais, do streaming às redes sociais, passando por jogos. E isso depende de mais do que apenas velocidade de transmissão via rádio.
