Felipe Barreiros, da Vaivoa, fala sobre como é empreender no Brasil na Amcham Talks 2019

3 perguntas sobre empreender no Brasil para Felipe Barreiros, da Vaivoa

2 minutos de leitura

Ser empreendedor no Brasil tem suas dificuldades. Mas Felipe Barreiros, fundador da startup Vaivoa, acredita que há um movimento de pessoas que começam a criar seus negócios para construir o próprio futuro. Com sete startups no currículo – duas deram errado e uma foi vendida há duas semanas -, o empreendedor falou com o Mundo + Tech sobre aprender com os erros, empreender no Brasil e o que startups podem ensinar às empresas.



Por Redação em 15/04/2019

Ser empreendedor no Brasil tem suas dificuldades. Mas Felipe Barreiros, fundador da startup Vaivoa, acredita que há um movimento de pessoas que começam a criar seus negócios para construir o próprio futuro. Com sete startups no currículo – duas deram errado e uma foi vendida há duas semanas -, o empreendedor falou com o Mundo + Tech sobre aprender com os erros, empreender no Brasil e o que startups podem ensinar às empresas.

Mundo + Tech: O que você aprendeu após fundar sete startups?
Felipe Barreiros:
Olhando para o Felipe Barreiros de 2010/2011, eu vejo várias experiências. As duas primeiras startups nasceram juntas. Uma não tinha mecanismo que a fizesse crescer. A outra – um canal no YouTube em que criamos 80 vídeos em dois meses para ensinar tecnologia para as pessoas – não rendeu dinheiro. Nos últimos anos, criei empresa sem produto ou uma que tinha um produto, mas que não era financeiramente rentável. Outra startup era uma fábrica de software, ela chegou a crescer e a ter um nome, mas não era algo que eu queria fazer. Todo esse processo me fez ver que para crescer, como empreendedor, é preciso entender qual será a real necessidade da pessoa lá na frente e entregar isso como valor que faça sentido para você e para o cliente. Outro ponto é que a empresa seja financeiramente sustentável. Ela só quebra quando não tem dinheiro – pode ser por um produto ruim, uma gestão ruim ou péssimo relacionamento com o cliente.

M+T: Como é empreender no Brasil?
FB:
Conversando com recrutadores da Universidade de Stanford (EUA), eles comentam que abrir uma empresa no Brasil é o equivalente a fazer um MBA lá. Se a empresa chega a dois anos de negócio, é o mesmo que ter feito dois MBA em Stanford. Empreender no Brasil tem muitos desafios, como o lado fiscal, CLT, essa coisa de patrão x empregado. Mas a gente tem visto um movimento de pessoas querendo empreender, elas estão procurando trabalhar em startups para ter bagagem para construir a própria história no futuro.

M+T: O que startups podem ensinar para as empresas?
FB:
Velocidade. O nível de exigência e qualidade é completamente diferente numa empresa. Tem dados sensíveis, mil portas para abrir, mil reuniões para fazer para que um projeto seja aprovado. Com as startups, as empresas podem aprender a implementar, entregar e mudar um projeto de forma mais ágil. Se a startup aprende com a empresa a ser mais estruturada, a empresa tem que entender que muitas reuniões podem matar a startup. Então o que a empresa quer? Aprender com as startups ou que elas ajudem a fazer com que os negócios cresçam?

Confira outras entrevistas exclusivas com os participantes do Amcham Talks 2019

Perguntas sobre inovação para André Oliveira, da Embratel
Victor Navarrete, da ACE Startups, fala sobre a corrida pela inovação na Amcham Talks 2019
Nara Zarino, do iFood, fala sobre espírito de startup na Amcham Talks
Tulio Kehdi, da Raccoon, fala sobre LGPD e segurança dos dados na Amcham Talks 2019
Thiago Chueiri, da PayPal, fala sobre experiência do usuário na Amcham Talks 2019
Arthur Rufino, CEO da JR Diesel, fala sobre inovação e negócios sociais na Amcham Talks 2019
Simone Kliass e Jason Bermingham falaram sobre assistentes virtuais na Amcham Talks 2019
Guilherme Leonel, da LexDesign, fala sobre como a inovação pode transformar e humanizar o direito na Amcham Talks 2019
Beia Carvalho palestra na Amcham talks 2019
Sérgio Alexandre, da PwC, fala sobre ser digital na Amcham Talks 2019
João Maia, da Venturus
Bruno Bragazza, da Bosch, fala sobre os aprendizados que empresas podem ter com startups na Amcham Talks 2019

Foto: Matheus Campos/Amcham Brasil



Matérias relacionadas

Estratégia

Aplicações reais substituem o hype da IA nas empresas

Exemplos vão do atendimento focado no pré-pago da telefonia móvel à otimização de operação portuária

Painel do web summit, quem controla dados, controla a ia Estratégia

IA exige que empresas repensem seus modelos, dizem especialistas

E preparem profissionais com capacidade intelectual para usar a IA, inclusive usando pensamento estratégico

Placa iluminada do evento Web Summit no Rio de Janeiro, com luzes roxas e laranja ao redor de um painel com o logo web summit Estratégia

Banco do Brasil e IBM apontam cultura organizacional como desafio corporativo da IA

Líderes das duas companhias centenárias pontuam a necessidade de integrar experiência, dados e infraestrutura para capturar valor dos investimentos em IA

Smartphone no centro e linhas de dados em rede, mostrando criptografia RCS com ícones de conversa e mensagens em destaque no fundo digital Estratégia

Apple, Google e GSMA anunciam criptografia de ponta a ponta para RCS

Atualização amplia a segurança das mensagens trocadas entre Android e iPhone e reforça a consolidação do protocolo RCS como padrão universal de comunicação móvel, sem dependência de apps de terceiros