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open finance Foto: Shutterstock

Falta de compreensão dos clientes é maior barreira para o Open Finance

2 minutos de leitura

Quatro em cada dez instituições projetam extrair valor do ambiente aberto e maioria adota aplicação no CRM



Por Redação em 29/05/2025

O Open Finance ainda é pouco compreendido pelos clientes brasileiros, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025. Para 41% dos bancos ouvidos no levantamento, esse fator seria a maior barreira para adoção da plataforma aberta e isso explica o porquê apenas 6% dos bancos estão obtendo alto valor do conceito.

Definido pelo Banco Central como a possibilidade de clientes movimentarem suas contas a partir de diferentes plataformas – e não apenas pelo aplicativo ou site de seu banco –, a iniciativa permite a expansão de operações das instituições financeiras.

Um dos ganhos importantes do Open Finance é aquisição de dados de clientes, permitindo abordagens cada vez mais personalizadas para a criação de serviços e produtos.

De acordo com o levantamento da Febraban, coordenado pela consultoria Deloitte, o acesso a dados financeiros é apontado como principal meio de obtenção de valor com o Open Finance. O benefício foi apontado por 86% dos executivos entrevistados.

Outras vantagens do Open Finance para os bancos

Em segundo lugar, a criação de novos serviços e a portabilidade financeira são melhorias percebidas por 57% dos profissionais que participaram do levantamento. A construção de parcerias estratégicas fecha o quarteto das formas de valor percebidas pelos bancos com o ambiente financeiro aberto.

Na prática, a gestão de relacionamento com o cliente (CRM) é o maior uso do open finance nos bancos com atividade no Brasil. Essa aplicação é apontada por quatro em cada dez bancos que usam a plataforma.

Os pagamentos, com 18% de citação, e a agregação e visualização, com 17%, são as duas aplicações que fecham o trio de maior uso de Open Finance atualmente. A área de crédito, com 12%, também é bem cotada nos bancos, diferente do setor de cobrança, onde apenas 3% das instituições financeiras têm usado a plataforma.

Segundo os organizadores da pesquisa, a variedade de casos de usos tem uma explicação: o nível de amadurecimento do conceito no Brasil. A aplicação de um sistema de finanças aberto ainda está em construção, o que reforça a avaliação da principal barreira: falta de compreensão da plataforma, entre os clientes. Outra frente em processo de amadurecimento envolve a tokenização e os ativos digitais.

A tokenização, como define a IBM, é o processo de converter dados sigilosos em um substituto digital não sigiloso, chamado de token, que é vinculado ao original. O importante desse processo é a proteção das informações sigilosas.

No caso do mercado financeiro, o desenvolvimento do Drex, moeda digital do Banco Central tida como marco da tokenizaçao do sistema bancário, é o ponto de destaque da pesquisa nessa área.

Para 95% dos bancos, a criação do Drex vai permitir a inovação em produtos financeiros. O segundo maior impacto deve acontecer nos contratos inteligentes e na automação, pontos destacados por 63% dos entrevistados.

A transparência e segurança aparecem em terceiro lugar em termos de impacto do Drex: 42% dos entrevistados apontaram esse aspecto, que foi seguido pela eficiência de custos (26%), facilidade de acesso a investimentos (21%) e inclusão financeira (5%).

A edição 2025 do levantamento da Febraban ouviu 30 executivos de 20 bancos. Juntos, as instituições respondem por 85% dos ativos bancários do país.



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