Imagem gerada por Inteligência Artificial

Interconexão gera serviços financeiros do jeito de cada cliente

3 minutos de leitura

Grandes bancos, fintechs, varejo e operadoras articulam ecossistemas para criação de produtos, aplicando os avanços tecnológicos e institucionais para simplificar e enriquecer os serviços de diversos provedores



Por Redação em 15/04/2025

O uso intensivo das mais potentes estruturas de TI e redes, junto à facilidade de transações eletrônicas, já destacava a indústria financeira no Brasil como referência de inovação. Neste momento, contudo, o desenvolvimento de serviços ultrapassa os muros das instituições. A grade de painéis sobre finanças no Web Summit Rio 2025 evidencia a interconexão de ecossistemas, com a combinação de bancos tradicionais, entrantes nativamente digitais e outros agentes que transformam a experiência financeira das empresas e das pessoas.

Diferente de outros setores, em que a transformação digital e as startups ameaçam o modelo de negócio dos incumbentes, os grandes bancos no Brasil aproveitam esses movimentos como oportunidade de crescimento.

Para discutir essa adaptação, o painel Setor bancário reinventado: visão futura para finanças reúne Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília (BRB), que irão compartilhar algumas de suas principais estratégias de inovação nos produtos, nas organizações e na rede de parceiros.

Além de facilidades como aplicativos integrados (superapps) ou interações suportadas por IA, Maluhy explica a decisão de empreender uma transformação radical e em larga escala da arquitetura não apenas da tecnologia, mas também da organização e da forma de trabalhar e colaborar. Sem perder as características de uma grande instituição, com capilaridade, escala e reputação, o banco se estrutura para se manter competitivo diante das mais inovadoras ofertas dos bancos genuinamente digitais.

O presidente do BRB explicará como a conta digital Nação Fla insere a instituição pública no mercado de BaaS (banco como serviço), fortalecendo a marca e preparando a organização para novas oportunidades.

Caracterizados pela conversão imediata de novas tecnologias em produtos com funcionalidades inéditas e muito valorizadas pelos clientes, a evolução da oferta dos bancos digitais é o tema da apresentação Além da disrupção: o próximo passo dos Neobanks, por Fernando Miranda, CEO do Néon.

Interconexão, segurança e mais recursos no bolso

Foto: Adobe Stock

Mais do que embarcar apps bancárias, cartões de crédito e outros meios de pagamento nos smartphones, a integração entre conectividade avançada e serviços financeiros proporciona ofertas completas e mais vantajosas aos clientes, ao mesmo tempo em que agrega competitividade e relevância aos provedores que os atendem.

Com base em um projeto de referência em novos arranjos de colaboração, no painel Inovação colaborativa em bancos e telecomunicações, Lívia Chanes, CEO do Nubank, e Rodrigo Marques, CEO da Claro, prometem esclarecer a estratégia e os resultados do NuCel – um produto que integra as necessidades de comunicação e acesso a transações, crédito e investimentos de forma facilitada e em larga escala.

A alavancagem dos produtos de ambos os parceiros vai além da sinergia comercial. Na face mais visível do NuCel, o cliente conta com tarifas melhores e mais tranquilidade para gerenciar seus produtos bancários e de telecomunicações. Contudo, a interconexão traz outros benefícios, como tornar o onboarding mais ágil e seguro, o que ajuda muito à prevenção de fraudes com números de cartão, linha telefônica e outros instrumentos do cibercrime.

No painel, os líderes das companhias mais transformadoras em seus respectivos setores mostram como podem fortalecer ambas as marcas com uma visão da interconexão de serviços e dos modelos de negócio. O ponto de partida, nessa nova concepção de colaboração, é habilitar facilidades e vantagens para o cliente, que no fim do dia são as mesmas pessoas.

Tecnologia de vanguarda com pragmatismo e contexto

Viabilizadas pelo uso pioneiro de tecnologias emergentes, como arquiteturas de nuvens ou microsserviços, as fintechs são uma referência de inovação em atividades críticas. Portanto, o mercado olha com especial atenção suas abordagens, casos de uso e estratégias para aplicação de Inteligência Artificial.

No painel IA em fintech: avanço ou automação básica?, Anderson Chamon, cofundador da PicPay; Ann Williams, COO da Creditas; e Aline Oliveira, cofundadora da Traive, antecipam as aplicações que irão além dos chatbots e outras implementações mais superficiais.. Junto às startups brasileiras mais bem sucedidas em serviços de pagamento e crédito digitais, o painel conta com a representante de uma empresa norte-americana especializada em crédito agrícola.

As mudanças na forma de fazer as transações no dia a dia também são antecipadas no painel Toque, clique, pague: o que vem a seguir nos pagamentos? Ralf Germer, CEO da PagBrasil, e Camila Vieira, sócia da QED Investors, se reúnem com Algel Pena, CEO da Aplazo, do México, e Olga Maslikhova, fundadora da The J Curve, falarão das novidades em pagamentos invisíveis, crédito instantâneo (BNPL), serviços bancários embutidos em aplicativos de terceiros (BaaS) e outras melhorias e tendências.

Os temas relacionados a finanças digitais permeiam outras trilhas do web Summit, como é o caso da apresentação A experiência do cliente encontra a inovação financeira, incluída entre os painéis sobre Comércio. Piero Contenzini, presidente da Asaas, descreverá como empresas de qualquer porte, de diversos setores, podem embutir facilidades financeiras em suas ofertas.

Outro palestrante internacional é Dileep Thazhmon, CEO da Jeeves, que trará a sua visão sobre como as inovações da indústria financeira no Brasil servem de referência e sinalizam a evolução em outros mercados.


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