usina solar Reprodução/ Site Mackenzie

Mackenzie adota usina solar com inteligência artificial

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Tecnologia chinesa será usada na usina solar instalada no campus da universidade na capital paulista



Por Redação em 06/11/2023

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) instalou uma usina solar, com recursos de inteligência artificial (IA), em São Paulo. A usina terá capacidade de gerar até 20 kilowatt-hora e faz parte de uma parceria com a multinacional chinesa Huawei, que vai investir R$ 1,7 milhão no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) intitulado Inova Solar: Mackenzie – Huawei.

O objetivo de associar IA à usina é para estabelecer padrão de segurança na geração de energia fotovoltaica. Para isso, a instalação inclui inversores com tecnologia AFCI (arc fault circuit interrupter), que monitora a ocorrência de arcos voltaicos, geralmente causados por maus contatos nas instalações, e desligam automaticamente em 0,5 segundo, garantindo a segurança dos sistemas.

Como o Brasil não tem ainda uma norma para segurança de geração de energia solar, uma das metas do projeto é ajudar na elaboração de um padrão, usando como base referências internacionais. A iniciativa também deverá testar a capacidade de proteção de inversores fabricados no Brasil.

Usina solar usará algoritmo inteligente

O projeto envolve o desenvolvimento de algoritmo de previsão de geração de energia solar, resolvendo uma das dores de quem usa esse tipo de energia renovável. Para alimentá-lo, os especialistas vão usar as medições históricas da usina como base e os registros de sombreamento, além das informações da estação meteorológica que mede os dados climáticos para gerar um modelo de inteligência artificial.

Segundo o documento oficial de divulgação da Huawei, a expectativa é prever quanto uma usina pode gerar de energia a partir dos experimentos feitos no projeto em São Paulo. A empresa adianta, ainda, que usará um drone para sobrevoar a instalação e fazer a manutenção do sistema. O sobrevoo também poderá detectar defeitos na usina solar.

Além de estudar a previsibilidade de geração de energia, o projeto pretende criar um padrão nacional de segurança para instalação, manutenção e prevenção de acidentes. No caso da previsão, a Huawei espera testar como os otimizadores – dispositivos que reduzem o impacto que a sombra causa na instalação – podem melhorar a eficiência do sistema.



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