vazamento de dados

Brasil ocupa 12º lugar no ranking de vazamento de dados

2 minutos de leitura

A informação se refere ao primeiro trimestre de 2022; apesar da colocação preocupante, o ranking aponta melhora, pois em 2021 o país ocupava o 5º lugar



Por Redação em 10/08/2022

Segundo dados da empresa especializada em privacidade SurfShark, o Brasil ficou em 12º lugar entre os países que mais contabilizaram episódios de vazamento de dados no primeiro trimestre deste ano. Embora essa colocação desperte preocupação, é possível dizer que houve uma melhoria no desempenho dos sistemas de segurança – afinal, entre outubro e dezembro de 2021, o país estava em 5º no ranking. 

O levantamento mostrou que, no início de 2022, dados de 286 mil brasileiros ficaram expostos através de suas informações na internet. Os vazamentos revelaram endereços de e-mail, senhas, números telefônicos, documentos e outras informações sensíveis.

E tais vazamentos podem vir de onde menos se espera: por exemplo, no início de janeiro o Banco Central comunicou um incidente de segurança com vazamento de dados pessoais vinculados a chaves PIX sob responsabilidade de uma empresa de pagamentos. De qualquer forma,  não foram expostos dados sensíveis, como senhas, extratos ou outras informações sob sigilo bancário.

Ataques aumentaram durante a pandemia

Com o aumento da digitalização, a quantidade de ataques aumentou. De acordo com a empresa de segurança digital Kaspersky, durante a pandemia ocorreram mais do que o dobro de tentativas de ataques cibernéticos em comparação a 2019. O relatório considerou dados até o mês de novembro de 2021. 

Segundo informações de outra organização de cibersegurança, a Apura Cyber Intelligence, ao menos 69 companhias brasileiras foram alvo de ataques de vazamento e sequestro de dados no primeiro semestre de 2021.

O tema inclusive foi alvo de debates em audiência pública, no final do ano passado. Na ocasião, Patrícia Peck Pinheiro, presidente da Comissão Especial de Privacidade e Proteção de Dados da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, alertou que o Brasil “virou o alvo número um” dos cibercriminosos e cobrou uma legislação mais rígida para isso. 

Mesmo assim, várias falhas de cibersegurança já foram registradas no país. Além do caso citado do Banco Central, já foram registrados vazamento de dados de grandes plataformas de vendas, como a Netshoes, de redes sociais como o LinkdIn e Facebook e até senhas de serviços de streaming (Netflix). 

Por isso, além da legislação mais rígida para combater esse tipo de crime, as organizações devem investir cada vez mais em boas práticas de segurança e na gestão de vulnerabilidades

Privacidade em risco pelo mundo

Na primeira colocação do ranking da SurfShark está a Rússia, país que permanece em estado de guerra, onde o volume de vazamento de dados aumentou 11%. 

A porcentagem é baixa se comparada aos 514% de alta que a Polônia somou após ser afetada pela guerra. 

Hong Kong também registrou grande aumento de invasões e vazamentos, com alta de 946%, assim como Taiwan, com elevação de 295%.

Os Estados Unidos, por sua vez, tiveram queda de 50% no número de casos.




Matérias relacionadas

Servidores em um data center com racks iluminados por luzes vermelhas e arquitetura tecnológica de alta performance. Estratégia

Corrida pela infraestrutura de IA desafia a economia antes dos ganhos de produtividade

Investimentos bilionários em data centers, energia e chips pressionam custos globais e a política monetária, enquanto o Brasil busca espaço na nova cadeia de valor

Pessoa trabalhando em notebook com interface digital de IA em estilo futurista, mostrando o texto “IA Agents”, elementos de busca, anúncios e painéis de análise em vermelho e branco. Estratégia

Tecnologia pode substituir horas de trabalho por eficiência no varejo

Automação de processos e inteligência artificial permitem elevar a produtividade, redistribuir tarefas e preservar a qualidade do atendimento diante da possível redução da jornada e do fim da escala 6×1

ícone de cadeado digital em destaque com circuitos e pontos luminosos em tons de vermelho, simbolizando cibersegurança, proteção e segurança de dados Estratégia

Organizações avançam na cibersegurança de ambientes industriais

Visibilidade sobre parques automatizados, estrutura de defesas e arquiteturas seguras de conectividade trazem amadurecimento da segurança em ambientes que sustentam operações críticas, enquanto amplia consciência sobre os riscos

Mão em primeiro plano segurando um escudo digital em estilo holográfico com ícones de tecnologia, sugerindo proteção e soberania digital. Ao fundo, notebook na mesa. Estratégia

Estudo identifica inovação, governança e autonomia tecnológica como pilares da soberania digital

Publicação do CTS-FGV defende a implementação de um Sistema Nacional de Soberania Digital para reduzir a dependência de plataformas estrangeiras