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Metaverso: saiba o que é mito e o que é verdade

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Muito se tem falado sobre o metaverso e seu potencial para viabilizar experiências reais e imersivas na internet. Mas, será que é tudo verdade? Confira alguns mitos sobre o tema



Por Redação em 03/08/2022

Possibilitar experiências imersivas, por meio de realidade virtual aumentada, em ambientes 3D, com Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT). Essa é a ideia do metaverso, cujas primeiras iniciativas vêm sendo registradas nos mais diversos segmentos, desde games até no ambiente corporativo ou na educação. 

Porém, ainda pairam muitas dúvidas sobre o tema. Haverá proteção de dados no metaverso? Será preciso usar óculos de realidade virtual? Será seguro fazer transações financeiras neste ambiente? Para esclarecer alguns destes questionamentos, confira a seguir o que é mito e o que é verdade sobre o metaverso. 

O metaverso será restrito ao mundo dos games

Mito. Claro que a experiência imersiva será um diferencial importante para os usuários e, sim, o metaverso está muito ligado ao universo dos games. Porém, suas aplicações vão além. 

No metaverso, as pessoas podem, por exemplo, criar um avatar e visitar lojas em ambientes virtuais, fazer compras, participar de reuniões e conferências à distância, assistir um show, entre outras possibilidades. Já existe até mesmo uma embaixada (de Barbados) operando no metaverso, que permite aos usuários obterem serviços consulares de forma virtual. 

Aliás, até mesmo o carnaval carioca deve ir para o metaverso. Segundo a Riotur, em 2023 a folia da Marquês de Sapucaí também vai acontecer no espaço virtual, com direito a fantasias e desfiles das escolas para quem estiver naquele ambiente.

Será preciso usar óculos de realidade virtual para usar o metaverso

Mito. Existem várias aplicações em desenvolvimento e, em princípio, será possível acessá-las até mesmo de um smartphone, sem a necessidade do dispositivo. Para tanto, basta o usuário criar seu avatar e interagir com o ambiente e outras pessoas/avatares nele presentes. 

Realidade virtual é a mesma coisa que metaverso?

Mito. A realidade virtual é apenas uma das tecnologias que podem ser usadas para proporcionar a experiência imersiva, mas o metaverso agrega este e diversos outros recursos, como realidade aumentada.

O metaverso pode fomentar uma nova economia descentralizada

Verdade. No metaverso, obras de arte a audiovisual, terrenos, itens de jogos e outros bens serão representados por meio de tokens não fungíveis (NFTs), uma tecnologia garantida por blockchain, que atesta a autenticidade do item em questão. 

Esses NFTs podem ser comercializados por meio de criptomoedas, uma vez que não há limites geográficos no metaverso. 

Esse ambiente virtual coloca a privacidade em risco

Mito. Qualquer usuário, ao entrar no ambiente virtual, precisa se registrar no serviço em questão, e para tanto deve haver um termo de consentimento para o uso de dados. 

É preciso cautela com os dados considerados sensíveis, uma vez que os dispositivos de IoT poderão captar e registrar respostas fisiológicas, expressões faciais e sinais vitais do usuário, entre outros. Por isso, as empresas que entrarem nesse novo universo imersivo precisarão adotar estratégias de prevenção e compliance para a proteção das informações.

A tecnologia pode contribuir com a educação

Verdade. Por meio de uma plataforma de metaverso, um estudante de medicina, por exemplo, poderá acompanhar uma cirurgia, mesmo à distância, e terá a oportunidade de conhecer detalhes do organismo humano sem a necessidade de corpos reais. 

As possibilidades são praticamente infinitas. Alunos de qualquer curso poderão conhecer biomas diferentes, cidades e culturas de qualquer local do mundo, visitar museus e construções antigas ou mesmo voltar no tempo e estar presente, de forma virtual, em ocasiões históricas.

O 5G vai facilitar a transição para o metaverso

Verdade. Para que a grande maioria das aplicações do metaverso funcione, a conectividade, que permite que máquinas conversem com máquinas, será essencial – além da velocidade de conexão. Assim, no Brasil, o avanço do 5G será determinante para habilitar o metaverso. 



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