Segurança cibernética demanda mais que investimentos

3 minutos de leitura

Último episódio da terceira temporada da websérie da Embratel (agora Claro empresas) com o Valor, apresentada por Silvio Meira, debate a maturidade em cibersegurança das empresas



Por Redação em 18/07/2024

Parceria Editorial imagem parceria editorial

A segurança sempre foi peça fundamental para a manutenção e para o bom desempenho de uma organização. As medidas para garanti-la, no entanto, passaram por diversas mudanças e atualizações para que pudesse exercer ao máximo suas competências diante da computação nos negócios. De acordo com o cientista-chefe da TDS Company, Silvio Meira, tecnologias como 5G, Internet das Coisas (IoT), edge computing e a nuvem geram mais desafios e demandam o próximo nível da segurança da informação.

O especialista se juntou a outros executivos no último episódio da terceira temporada da websérie “Vamos habilitar o Próximo Nível?”, produzida pela Embratel (agora Claro empresas) em parceria com o jornal Valor Econômico, para tratar do tema. O diretor executivo de soluções digitais da Embratel, Mário Rachid, alertou que “ainda hoje, as empresas  têm um conceito de segurança muito básico e acham que um firewall e o antivírus vão resolver todos os problemas deles”. Em contrapartida, avaliou que o setor financeiro brasileiro é bem preparado e maduro nesse aspecto.

Rachid afirma que ter um ambiente seguro não significa que ele está livre de ataques. Por isso, é preciso estar preparado para reagir ao ataque. 

Visão além do investimento

Segundo o professor do IBCG e country head de riscos não-financeiros do Santander, Álvaro Teófilo, existem dois tipos de empresas no mundo: aquelas que já foram atacadas e as que um dia serão. Soma-se à discussão, também, aquelas que já foram atacadas e serão de novo.

Nesse sentido, as empresas devem enxergar a maturidade para além do investimento em segurança. É necessário, na visão do professor, ter uma mão de obra qualificada e uma cultura interna ligada ao tema, de forma a capacitar a empresa a combater as ameaças.

empresa seguranca cibernetica

“Ter um grande investimento em segurança, em tecnologia de segurança, não obrigatoriamente torna a empresa mais segura. Se não souber utilizar essas tecnologias adequadamente, corre-se um sério risco de amanhã sofrer um ataque cibernético cuja origem poderia ter sido evitada pela tecnologia que, muitas vezes, já se tinha dentro de casa”, explicou o professor.

Para promover a cibersegurança dentro dos negócios, Rachid, da Embratel, cita o conceito de sete camadas. Ele explica que a metodologia consiste em camadas de proteção que interceptam os elementos indesejados e, assim, garantem diversos aspectos de segurança. “A gente traz esse conceito para dentro da cibersegurança e no trabalho que a gente faz. Tem coisas que vão ser pegas na primeira camada e tem coisas só serão na última. Não se pode deixar para pegar tudo na última, senão pode-se ter um problema. Esse é o conceito da nossa segurança em camadas”,  descreveu o especialista em soluções digitais da Embratel.

Segurança cibernética e IA

A popularização da inteligência artificial e a adoção em empresas traz benefícios e desafios para a segurança que são apontados tanto pelo especialista em negócios digitais, empreendedor e autor, Chris Anderson, quanto por Álvaro Teófilo. 

Para Anderson, a segurança cibernética com IA tem dois elementos novos, sendo o primeiro o cuidado para garantir que informações não sejam vazadas e que os prompts concedidos pelos colaboradores não vazem esses dados. A segunda diz respeito a quando a IA se torna um “agente”, habilitado a tomar decisões.

“Você tem de ter certeza que a IA não irá fazer algo que você não gostaria, como: celebrar contratos que você não queira, gastar dinheiro onde você não queira ou mesmo revelar dados que você não deseje. Achar esse ajuste fino é o mais difícil”, afirmou o autor do best seller “A Cauda Longa”.

Teófilo, por sua vez, ressalta que a IA tem dois lados: o bom e o ruim. Para exemplificar, o executivo se referiu à evolução dos tradicionais antivírus para o antimalware, uma vez que essa tecnologia enxerga o comportamento de vírus não obrigatoriamente conhecidos anteriormente. O antivírus se limitava a reconhecer os vírus que já eram conhecidos. Como faceta negativa da IA ele cita o deep fake e alerta para a importância de as empresas entenderem os riscos a que a tecnologia está os expondo.



Matérias relacionadas

Reuniões empresariais sobre a transformação das operadoras de telecomunicações, com gráficos e tecnologia moderna em um escritório. Estratégia

A agenda de transformação das operadoras para 2026

Relatório da EY aponta riscos como sinais claros de mudança estrutural no setor, que avança da conectividade básica para um papel mais estratégico na economia digital

Pessoa analisando gráficos de crescimento com uma lupa, simbolizando o impacto de habilidades com IA na aumenta de salários e oportunidades de carreira. Estratégia

Habilidades com IA incrementam salários

Levantamento do InfoJobs indica altas acentuadas em novas especializações e repasses dos ganhos de produtividade para as funções gerenciais e operacionais

Interação com uma interface holográfica de inteligência artificial (IA), destacando a conexão entre IA e empregabilidade, com um foco no Chat GPT. Estratégia

Plataforma de IA aumenta chances de emprego ao cruzar currículos e vagas de trabalho

Ferramenta desenvolvida em parceria entre Google e Senai usa inteligência artificial para orientar candidatos, identificar lacunas de qualificação e aproximar profissionais das demandas do mercado

Cérebro digital representando os riscos associados à inteligência artificial, com elementos gráficos de alerta e análise de dados Estratégia

IA supera ciberataques e passa a liderar ranking de riscos para os negócios no Brasil

Allianz Risk Barometer 2026 mostra que a IA, associada sobretudo à eficiência, passou a ser vista como um vetor de exposição a riscos operacionais, legais e reputacionais

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais