redes autonomas

Redes autônomas começam com infraestrutura tradicional 

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Para especialista, tecnologias como SD-WAN e mesmo MPLS são a base da evolução



Por Redação em 02/08/2024

As redes autônomas de telecomunicações estão na mira das operadoras e, é claro, das empresas. O conceito, grosso modo, envolve as redes que podem funcionar com uma intervenção humana mínima – ou mesmo sem nenhuma interferência. Na prática, isso significa que essas infraestruturas serão capazes de se configurar, monitorar e manter-se de forma independente. 

O cenário desejado de futuro, no entanto, passa por soluções atuais, como defendeu Gustavo Busse, gerente de Negócios Internacionais e Produtos da Embratel (agora Claro empresas), em entrevista ao site IPNews. “Para alcançar esse objetivo e excelência, nós partimos do que temos hoje, que são as redes tradicionais em MPLS e SD-WAN, e o ecossistema associado a elas”, explicou. “A jornada com rumo às redes autônomas já está sinalizada e envolve as redes como serviços”, completa.

Rede como serviço

O especialista lembra que as NaaS, da sigla em inglês para network as a service, é um modelo que muda a oferta tradicional corporativa, com valores fixos ou banda contratada para todos os elementos da rede. Isso acontece independente da contração ser de hardware, conectividade ou mesmo de licenças. 

Segundo Busse, o momento de transição acontece ao mesmo tempo que ocorre a ampliação da virtualização de rede e na entrega cada vez maior de aplicações na nuvem. “Nós decidimos trazer o modelo de redes para dentro da nuvem, saindo do cenário inflexível, com cobrança de reais por bit por segundo, por exemplo, para um novo modelo por consumo de volume de dados”, argumentou. “Estamos engajados em apoiar as empresas para que elas tenham sucesso nessa transição e possamos chegar ao cenário de futuro, que são as redes autônomas”, completou. 

De acordo com Busse, a jornada permite que as corporações tenham uma solução à prova de futuro. Ou – em outras palavras – que elas cresçam suas redes corporativas em termos de capacidade, escalando as funcionalidades de acordo com as demandas dos usuários. 

Para o especialista, não se trata de abrir mão ou substituir totalmente a infraestrutura existente, e sim de realizar um upgrade. Nesse caso, o papel de empresas como a Embratel é habilitar as corporações a alcançar o objetivo de ter uma rede estabilizada, segura e flexível. 

Busse avaliou que as empresas cada vez mais querem ter uma infraestrutura resiliente e que permita a continuidade dos negócios. A segurança – inclusive cibernética – é outra condição para garantir o ambiente de trabalho híbrido, com profissionais atuando em home office ou movimentando-se em viagens a serviço.

Conceitos como rede definida por software (SDN) e virtualização das funções de rede (NFV) permitem flexibilizar a infraestrutura atual e fazem com que a conectividade aconteça a qualquer hora, de qualquer ponto e com uso de qualquer dispositivo. E isso já é um passo importante a caminho das redes autônomas.



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