Mulheres na Tecnologia

presenca feminina

Women in tech: movimento ainda precisa expandir

2 minutos de leitura

No podcast Próximo Nível, Marisa Reghini Ferreira Mattos, do Banco do Brasil, e Maria Teresa Lima, da Embratel (agora Claro empresas), mostram como a diversidade fomenta a inovação



Por Redação em 04/05/2023

A presença feminina no mercado de trabalho ainda é pequena. De acordo com Marisa Reghini Ferreira Mattos, vice-presidente de Negócios Digitais e Tecnologia do Banco do Brasil, as mulheres ocupam cerca de 30% das vagas no mercado de tecnologia, apesar de proporcionalmente serem maioria na população brasileira. No Banco do Brasil, a proporção também não é igualitária, com 21% das vagas de tecnologia ocupadas por mulheres.

“No nosso entendimento, é muito importante aumentar esse número para acrescentar diversidade de pensamento. Quando a gente tem mais pessoas diferentes discutindo soluções para o nosso cliente, entendemos que é melhor para todos”, contou.

O Banco do Brasil tem um movimento interno e voluntário, liderado pela diretoria de tecnologia, chamado Mulheres na TI e que contempla uma série de ações, desde mentorias a lives quinzenais sobre o assunto. “Como o banco exige concurso para contratação, o meio mais viável de trazer estas mulheres para a área é conversando com elas”, apontou.   

Para Maria Teresa Azevedo Lima, diretora executiva da Embratel (agora Claro empresas) para área do Governo, a questão de atrair talentos femininos no setor de tecnologia é um desafio para todas as empresas. “Um movimento que precisa ser entendido. As mulheres são maioria nas universidades, mas essa realidade não reflete nas empresas”, apontou. Segundo ela, as mulheres que estão liderando equipes, devem ter ainda uma conversa mais clara sobre as oportunidades do setor”. 

Lideranças femininas

No Banco do Brasil, a liderança mudou bastante em 2023. Com a Tarciana Medeiros na presidência da instituição, outras três diretoras assumiram postos, o que é considerado um marco para a instituição. “Isso representa 50% do conselho diretivo. No meu entendimento, quando a pauta é liderança feminina, precisamos dar o exemplo”, explicou Marisa.

Maria Teresa, por sua vez, acredita que a presença feminina está ligada diretamente à cultura da empresa. “Precisamos mudar culturalmente o quadro. É preciso ter inclusão e diversidade. Além disso, ação afirmativa”, pontuou. Ela defendeu que todas as mulheres precisam saber que podem trilhar a própria carreira em tecnologia. “A Embratel tem, informalmente, um grupo de mulheres que apoiam outras mulheres, nessa busca pela carreira, no sentido de apoiar e dizer o quanto cada uma é capaz”, disse. 

“A diversidade dentro da empresa reflete a sociedade. A empresa passa a ter uma compreensão melhor do ambiente onde atua, e isso só acrescenta. Uma empresa que fala somente para um público, fica muito restrita. Quando ela é diversa, fala com todos os públicos, entende os movimentos”, declarou a diretora executiva da Embratel para área de Governo.

Segundo ela, a Embratel mantém seu DNA de uma boa empresa de engenharia, mas foi a diversidade que possibilitou a abertura de novos mercados. “Entramos em áreas que não atuávamos, e deixamos de ser uma empresa de telecomunicações para nos tornarmos especialistas em soluções digitais. Hoje, habilitamos a transformação digital dos nossos clientes”, declarou em entrevista exclusiva durante o Web Summit Rio 2023.

Ouça a conversa completa no podcast.



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