Febraban Tech 2026 Febraban Tech 2026
open finance febraban: Profissional sentado em frente a uma estação de trabalho com múltiplas telas de dados e linhas de código projetadas no ambiente, clima de tecnologia e finanças digitais Imagem gerada digitalmente

Open Finance em nova fase: crédito, consentimento e interoperabilidade

3 minutos de leitura

No Febraban Tech 2026, o debate deixa de ser a infraestrutura e passa a ser a geração de valor para clientes, instituições e novos modelos de negócio



Por Redação em 07/08/2026

O Open Finance brasileiro deixou para trás a fase de implementação da infraestrutura tecnológica e inicia um novo ciclo voltado à geração de valor para consumidores e empresas. No Febraban Tech 2026, especialistas discutirão como o compartilhamento seguro de dados passa a impulsionar crédito mais inteligente, produtos personalizados, interoperabilidade entre instituições e novos modelos de negócio. A trilha “Open Finance: segurança e privacidade versus interoperabilidade” mostra que o desafio agora não é mais apenas conectar sistemas, mas transformar dados em experiências relevantes e relações de confiança.

Desde a sua implantação, o Open Finance permitiu que clientes autorizassem o compartilhamento de suas informações financeiras entre diferentes instituições, promovendo maior concorrência e estimulando a inovação. Agora, a prioridade é ampliar essa capacidade em larga escala. O painel “Open Finance em escala: do compartilhamento de dados à orquestração de ecossistemas”, realizado no primeiro dia do evento, discutirá como bancos, fintechs e plataformas podem operar de forma integrada, preservando governança, segurança e interoperabilidade. 

Participam da discussão Ana Carla Abrão, CEO da Associação Open Finance Brasil; Eduardo Sassaki, diretor de Dados e Analytics (CDO) do Santander Brasil; e Ivo Mósca, diretor-executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban.

Outro eixo será o fortalecimento do consentimento como elemento central da relação entre consumidores e instituições financeiras. O painel “Consentimento e valor, o novo contrato com o cliente” parte do princípio de que o compartilhamento de dados só se sustenta quando o usuário percebe benefícios concretos. 

Executivos do Bradesco, Citi, ABBC, Secretaria Nacional do Consumidor e Febraban discutirão como simplificar jornadas digitais, aumentar a transparência sobre o uso das informações e reforçar práticas de governança, privacidade e segurança. A proposta é transformar o consentimento em um diferencial competitivo, capaz de ampliar o engajamento e permitir ofertas financeiras cada vez mais personalizadas.

Open finance e o mercado de crédito 

Pessoa em ambiente corporativo analisa dados em monitores, sugerindo Open finance febraban e o mercado de crédito com foco em tecnologia e decisão no setor financeiro.
Imagem gerada digitalmente

O impacto dessa evolução também será sentido no mercado de crédito. Com acesso autorizado a um histórico financeiro mais completo, instituições poderão aperfeiçoar modelos de análise de risco, precificação e concessão de crédito. Esse cenário será debatido no painel “Open Finance, crédito e portabilidade: inteligência compartilhada, risco redistribuído”, que reunirá representantes da Capgemini Brasil, Caixa Econômica Federal, Acrefi e Oliver Wyman. 

Além de favorecer decisões mais precisas por parte das instituições, a ampliação da portabilidade tende a fortalecer a concorrência, ampliar o poder de escolha dos clientes e estimular condições mais competitivas para pessoas físicas e empresas.

A discussão sobre Open Finance integra uma agenda mais ampla do Febraban Tech 2026, que terá como eixo central a transformação digital do sistema financeiro impulsionada por inteligência artificial, cibersegurança, identidade digital, Drex, pagamentos, cloud computing, finanças embarcadas e economia verde. A programação do Febraban Tech 2026 indica que o novo momento do Open Finance colocará em evidência temas como crédito, interoperabilidade e consentimento. Assim, o sucesso do sistema dependerá da habilidade das instituições em empregar os dados compartilhados de maneira ética e segura, priorizando a geração de valor contínuo para os clientes e para a evolução de todo o ambiente financeiro.

O que muda na próxima fase?

A evolução do Open Finance representa uma mudança de foco para todo o mercado financeiro. Se os primeiros anos foram dedicados à construção das APIs, regras de compartilhamento e integração entre instituições, agora o objetivo é gerar resultados concretos para consumidores, empresas e para a economia digital. A expectativa é que os dados autorizados pelos usuários permitam uma oferta cada vez mais personalizada de produtos financeiros, reduzindo barreiras de entrada para novos participantes e incentivando a inovação em serviços bancários.

Essa nova etapa também deve fortalecer a interoperabilidade entre diferentes agentes do mercado. Em vez de atuar apenas como uma infraestrutura de troca de informações, o Open Finance deve funcionar como uma plataforma capaz de conectar bancos, fintechs, seguradoras, empresas de pagamentos e outros segmentos da economia digital, o que, na prática, abre espaço para experiências financeiras integradas, serviços embarcados e novos modelos de negócios baseados em dados compartilhados com consentimento do cliente.

Outro aspecto decisivo é a evolução da governança do consentimento. O usuário, além de autorizar o compartilhamento de informações, agora poderá saber quais benefícios receberá em troca. A confiança é um ativo estratégico, por isso, cada vez mais os clientes esperam processos transparentes, jornadas digitais simplificadas e mecanismos robustos de proteção de dados, alinhados com a LGPD e com as melhores práticas internacionais de privacidade.

Já no mercado de crédito, os impactos podem ser ainda mais significativos. O compartilhamento autorizado de informações financeiras amplia a capacidade de avaliação do perfil dos clientes, permitindo análises de risco mais precisas e ofertas mais adequadas às necessidades individuais. Ao mesmo tempo, a portabilidade tende a aumentar a competição entre instituições financeiras, favorecendo melhores condições de financiamento, maior inclusão financeira e uma experiência mais centrada no consumidor.

A expectativa do mercado é que a próxima fase do Open Finance seja uma transição para um ecossistema financeiro orientado por dados, colaboração e confiança. E é justamente essa transformação que o Febraban Tech 2026 pretende discutir, mostrando como tecnologia, regulação e inovação passam a atuar de forma integrada para definir o futuro dos serviços financeiros no Brasil.



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