Estudo mostra que cargos de liderança também serão impactados pela Inteligência Artificial

Estudo mostra que cargos de liderança também serão impactados pela Inteligência Artificial

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Líderes gerenciais precisarão se adaptar à Inteligência Artificial, possibilitando o aprendizado de novas habilidades para a tomada de decisão.



Por Redação em 10/07/2020

Líderes gerenciais precisarão se adaptar à Inteligência Artificial, possibilitando o aprendizado de novas habilidades para a tomada de decisão.

Sempre que uma tecnologia emergente ganha destaque no mercado, a história se repete: o temor de que ela vai extinguir a força de trabalho humana. Olhando especificamente para a Inteligência Artificial (IA), muitos acham que cargos operacionais serão diretamente impactados.

Mas, de acordo com uma pesquisa de Michael Webb, da Universidade de Stanford (Estados Unidos), cargos gerenciais também serão impactados pela tecnologia.

Claro, isso pode até soar pessimista, no entanto, a IA pode ser um complemento aos profissionais com formação técnica, apontam o consultor para negócios baseados em IA, Igor Rocha, e a consultora especializada em recrutamento executivo, Silvana Machado. Em entrevista ao site do jornal O Estado de S.Paulo, eles analisaram o estudo de Webb e o adaptaram à realidade brasileira.

Para Rocha, cargos analíticos e gerenciais serão impactados pela Inteligência Artificial. Entre eles, analista de mercado, especialista de marketing, gerente administrativo e de vendas. Mas, como ele destacou, a IA pode agregar capacidade analítica ao profissional.

“Isso vai ao encontro de algumas atividades que já pressupõem informação e habilidade técnica, formações que serão influenciadas pela IA, seja de maneira positiva ou negativa”, falou o consultor para o Estadão.

Vale destacar que a Inteligência Artificial, assim como a RPA (saiba mais aqui) pode ser encarada como uma tecnologia que vai permitir a esse perfil de profissional algumas oportunidades:

  • A liderança passa a realizar menos trabalhos repetitivos e processos de baixo impacto estratégico.
  • Abre-se a possibilidade de aprender a interpretar os insights da IA para tomar melhores decisões.

Inteligência Artificial vai exigir novas habilidades

A automação de alguns trabalhos vai permitir que o líder e o colaborador se dediquem a demandas mais complexas. Isso é fato. Mas, mesmo que a IA seja mais ágil que um agente humano, a tecnologia não possui competências socioemocionais ou soft skills.

Para Silvana Machado, o componente tecnológico torna essas competências ainda mais relevantes. “Para liderar uma empresa ou setor, é necessário que se tenha sensibilidade para gerenciar, além de skills de colaboração, comunicação efetiva e inclusão”, comentou ao Estadão.

Essa jornada digital  e de colaboração, realizada até pela PwC e que já abordamos no Mundo + Tech (clique aqui), exigirá, também, profissionais especializados em dados para estruturar a base de dados de uma empresa, analisá-los e tratá-los para prover boas ideias para os negócios.

Alguns cargos são:

  • Data Science ou Cientista de Dados (clique aqui para saber 10 habilidades que esse profissional deve ter).
  • Data Translator ou Tradutor de Dados (são profissionais que vão identificar as dores das empresas com apoio dos dados para tentar gerar valor. Descubra mais aqui).
  • Diretor de Inteligência Artificial.
  • Diretor de Data Science.
  • Head de Tecnologia.
  • Chief Digital Officer (CDO).
  • Chief Transformation Officer (CTO).

IA em tempos de pandemia

Muitas organizações olham para a Inteligência Artificial para aprimorar as habilidades de uma pessoa (saiba mais sobre Humano Aumentado aqui) ou para criar novos produtos e serviços que vão agregar valor aos negócios e clientes.

Embora a pandemia de COVID-19 tenha impactado toda a sociedade, a IA tem potencial de acelerar essas estratégias digitais das empresas, como afirma o “The 2020 State of AI and Machine Learning Report”, da Appen, empresa de serviços de TI.

O relatório mostrou que 70% das 374 empresas entrevistadas apostam em projetos de IA para ter um impacto positivo na resiliência, eficiência e inovação de suas organizações durante a pandemia. Outros 20% responderam que houve aceleração significativa no uso da tecnologia.

Por outro lado, 30% das organizações esperam algum nível de atraso em sua estratégia de IA, enquanto que 9% das empresas acreditam que a pandemia tem contribuindo com atrasos significativos nas estratégias de IA.

O estudo completo (em inglês) pode ser baixado aqui.

Por fim, embora a Inteligência Artificial pareça uma ameaça, sempre é bom reforçar que ela exige um humano por trás, que será o responsável por permitir o aprendizado contínuo da tecnologia.

Talvez agora, no cenário de pandemia, as organizações percebam exemplos reais do uso da IA, possibilitando identificar casos de usos nos negócios e escalar habilidades e competências de profissionais.

Principais destaques desta matéria

  • Inteligência Artificial vai impactar cargos operacionais e gerenciais.
  • Por outro lado, tecnologia vai permitir novas habilidades e competências desses profissionais.
  • Com a pandemia, muitas organizações que investem em IA esperam que ela traga impacto positivo.


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