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CIO, CDO, CTO, CISO e CPO: 5 cargos da transformação digital

4 minutos de leitura

Os C-Levels ligados à transformação digital nas empresas ocupam posições fundamentais, mas com encargos diferentes. Conheça cada uma destas profissões



Por Redação em 09/04/2025

IO, CDO, CTO, CISO e CPO são profissionais seniores que possuem capacidade de liderança, expertise em negócios e influência para garantir o alinhamento das estratégias e operações da empresa com os planos e políticas dela.

O clássico artigo “The New Path To the C-Level”, do site Harvard Business Review, aponta algumas características que as empresas devem considerar na hora de procurar um executivo que irá para essas posições:

  • boa comunicação;
  • espírito colaborativo;
  • pensamento estratégico;
  • orientação comercial.

Mas há diferenças entre esses cargos? Sim!

Com a transformação digital, as empresas precisam encontrar profissionais que entendam a importância da tecnologia dentro de uma organização e que consigam gerenciar os processos tecnológicos e pessoas.

São cargos que exigem perfis diferentes e têm demandas específicas, como é possível conferir a seguir.

CIO (Chief Information Officer)

O papel do CIO começou a mudar na década de 2010, segundo a Forbes, mas teve um divisor de águas durante a pandemia. Em vez de simplesmente gerenciar sistemas de TI, esses profissionais agora tornaram-se jogadores-chave na transformação de negócios. Eles devem trazer ideias inovadoras que alavancam a tecnologia e que podem mudar o processo de negócios principal de uma organização. Por isso, além do alinhamento principal com o CEO, o CIO deve atuar em linha com seus outros colegas C-Levels. 

CDO (Chief Digital Officer)

Cargo recente entre os C-Levels, essa posição é o resultado direto da transformação digital e da cultura orientada a dados (data driven). Segundo artigo do site Somos Tera, os CDOs são pessoas que fazem a ponte entre a direção estratégica das empresas e os dados. Com isso, a missão deles é garantir que a estratégia de negócios da corporação seja suportada por dados. 

O CDO deve ser um especialista em dados, com experiência no setor, uma vez que vai traçar o direcionamentos de uso correto das informações, além de definir políticas de tratamento de dados. 

CTO (Chief Technology Officer)

O CTO tem uma ligação direta com a aplicação da tecnologia nas corporações e sua atuação está focada em melhorar a gestão dessa área e encontrar soluções para otimizar processos. Com isso no radar, trata-se de um executivo que deve estar preocupado com a manutenção das tecnologias e o acesso desta a todas as áreas da empresa. O CTO deve ser um arquiteto corporativo, trabalhando em sinergia principalmente com o CIO. 

CISO (Chief Information Security Officer)

O CISO é um executivo sênior responsável por desenvolver e implementar programas de segurança da informação que protejam os dados e sistemas de uma organização. São estes profissionais que, primeiramente, assumem a tarefa de gerenciar riscos e garantir que a postura de segurança da organização esteja alinhada com seus objetivos de negócios.

Além de desenvolver e implementar políticas e procedimentos de segurança, o CISO também deve supervisionar a resposta a incidentes e o planejamento de recuperação de desastres. Esse profissional tem reportado ao CIO ou ao CEO e, até mesmo, em alguns casos, ao conselho de administração.

CPO (Chief Privacy Officer)

O Chief Privacy Officer (CPO), embora não seja obrigatório, é cada vez mais prevalente em organizações focadas em privacidade. Responsável por elaborar e executar a estratégia geral de privacidade de dados, o CPO garante o alinhamento com as metas de negócios. 

A função do CPO abrange a conformidade com diversas leis de privacidade, regulamentações e políticas internas. Tais profissionais gerenciam o risco de privacidade, harmonizam o uso e a proteção de dados e cultivam uma cultura de conscientização sobre privacidade, unindo objetivos de negócios com práticas éticas de dados.

Outros cargos C-Level

Um cargo C-Level exige muita capacitação e visão ampla do negócio, já que esses executivos irão tomar decisões que podem influenciar a empresa.

A transformação digital trouxe um ambiente corporativo dinâmico e ágil e, com isso, exige destes profissionais mais tempo e energia nas diversas áreas de uma companhia.

Isso fez surgir várias posições C-Level nas empresas: COO, CMO e CFO. Confira um resumo destes e de outros cargos de liderança que engajam a transformação digital das organizações, e o que cada sigla significa.

CEO (Chief Executive Officer)

Cargo mais alto e o “rosto” da companhia. Esse executivo tem a responsabilidade de unir todos os times e colocar em prática a estratégia de crescimento da empresa ao levantar capital, reter talentos e garantir uma cultura empresarial de confiança.

CFO (Chief Financial Officer)

Responsável por gerenciar as finanças da empresa, manter um relacionamento transparente com os investidores e criar estratégias para encontrar e avaliar novos negócios que permitam o crescimento da organização.

COO (Chief Operating Officer)

É o executivo que irá garantir que toda a operação da empresa funcione. O profissional estará em contato com funcionários e irá implementar monitoria e orientações para que as estratégias do CEO sejam colocadas em prática.

CMO (Chief Marketing Officer)

Esse profissional trará uma visão estratégica de marketing, que deverá estar alinhada com todos os setores da empresa. O CMO irá também supervisionar as ações da organização para atrair e fidelizar clientes.

Chief Human Resources Officer (CHRO)

Segundo o site 4 Search, entre as funções do CHRO estão a criação de estratégias baseadas em dados para aprimorar a cultura da organização e colocar em prática seus valores, princípios e objetivos. Ele também é chamado de COP em algumas corporações e, nesse caso, a sigla significa Chief People Officer.

Variações de cargos

As variações de cargos C-Level são muitas. Mas isso não significa que a empresa precise ter todas essas posições para se transformar digitalmente. Elas vão abrindo, de acordo com as estratégias e demandas de inovação.

Para os profissionais que querem seguir a carreira, é preciso ter em mente que o networking e consultoria especializada são um caminho para ficar no radar de organizações que têm, em seu core, tecnologia e inovação.



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