Operadores de data center monitorando servidores, reforçando a importância do setor para o crescimento digital. Foto: DC Studio / Shutterstock / Modificada com IA

Capacitação de mão de obra em data centers ganha impulso com novo consórcio

2 minutos de leitura

Iniciativa liderada por grandes empresas busca qualificar mão de obra diante de investimentos bilionários e crescimento impulsionado por IA e computação em nuvem



Por Redação em 24/04/2026

O crescimento do mercado de data centers, que pode receber até R$ 100 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos, colocou em foco a formação de mão de obra para atender à demanda do setor. Para reduzir o gap entre oferta e procura de profissionais, uma coalizão de empresas lançou uma iniciativa de capacitação de profissionais.

Segundo o portal Teletime, o projeto usa a plataforma de captação de talentos da Generation, organização sem fins lucrativos, e é liderado por Odata, Equinix Foundation, Cisco e Vertiv. O grupo deve cofinanciar treinamentos para formação de técnicos de operação e suporte de TI, em turmas de 50 alunos. Entre as iniciativas de apoio estão ainda a avaliação de currículos para alinhamento com a demanda das empresas do setor e um suporte para a inserção no mercado.

Na avaliação da Generation, o projeto atende à expectativa de crescimento dos data centers, puxado pelo processamento de IA e computação em nuvem, e também cumpre um papel importante, ao permitir a mobilidade social em uma área estratégica para o país.

O potencial de geração de empregos nos centros de dados é maior do que os cargos diretos dentro das instalações, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dados da instituição mostram que para cada posto de trabalho aberto dentro do data center, cinco empregos são criados a partir do movimento de todo o ecossistema.

Esse ecossistema inclui atividades que envolvem toda a vida útil das infraestruturas, incluindo projeto e construção, mas também prestação de serviços e operação dos centros de processamento de dados. Na avaliação da CNI, países como Irlanda e Alemanha já registraram aumentos de PIB ao incorporar o setor à sua economia.

A mesma CNI aponta o potencial do Brasil como empregador na área de data centers. A instituição destaca que o país conta com 163 unidades em operação, a maior parte delas no estado de São Paulo, e ocupa a 11ª posição mundial em quantidade de centros de dados.

Dados internacionais da consultoria Goodman confirmam a avaliação da CNI: um data center típico de grande porte pode empregar até 1.500 trabalhadores no local durante a construção. Além de impulsionar os pedidos de materiais de construção e apoiar empreiteiras regionais, a construção de centros de dados gera demanda por serviços de projeto, planejamento e consultoria profissional, desde assessoria jurídica até ambiental.

O impacto mais amplo do desenvolvimento de um novo centro de dados vai além do edifício em si. Os data centers estão sendo reconhecidos globalmente como impulsionadores de empregos estáveis ​​em outros setores. De acordo com a consultoria EY, o setor é o terceiro maior criador de empregos indiretos ou induzidos.

Outra informação importante é que os tipos de empregos gerados por esse desenvolvimento estão evoluindo à medida que as tecnologias digitais avançam. A demanda por engenheiros de redes de computadores, especialistas em segurança da informação e engenheiros de processos está aumentando, assim como por eletricistas e técnicos de ar-condicionado, funções essenciais para manter os data centers em funcionamento.



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