Fotografia ilustrativa de nuvens de dados em formato de nuvem, com destaque para o conceito de controle de custos na multicloud, sobre o skyline de uma cidade à noite. Imagem gerada digitalmente

10 práticas comprovadas de controle de custos na multicloud

3 minutos de leitura

Aprendizado com a gestão mês a mês e com os impactos de longo prazo das decisões traz algumas dicas recorrentes entre as organizações mais avançadas na jornada



Por Redação em 03/03/2026

Segundo estimativas de consultorias como Gartner, IDC e Deloitte, os investimentos em nuvem pública mantêm uma taxa de crescimento entre 15% e 20% ao ano e devem continuar a representar uma fatia expressiva do orçamento de TI.

Apenas no setor financeiro, segundo dados da Febraban, mais de R$ 3 bilhões são destinados neste ano a projetos de migração à nuvem. A IDC estima um total de US$ 3,5 bilhões de investimentos em nuvem pública.

Os aspectos de FinOps dos serviços em nuvem são foco de discussões aprofundadas em vários fóruns e são tema constante entre líderes corporativos, provedores e praticamente todos os profissionais de TI. Sem a pretensão de generalizar e menos ainda esgotar a conversa, vale destacar alguns cuidados, e até mesmo mudanças de rumo, de quem colocou a mão na massa.

Uma pessoa usando um tablet com ícone de nuvem em estilo digital luminosa, representando controle de custos na multicloud e gerenciamento eficiente de recursos em ambientes multicloud.
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  1. Monitoramento consolidado
    Com vários departamentos e times consumindo serviços, é importante que alguém tenha visão e controle do custo total. A fragmentação de decisões e contratações costuma resultar em desperdícios difíceis de identificar sem esse monitoramento centralizado. Um painel unificado facilita a identificação de picos de consumo, uso fora do padrão e oportunidades de renegociação com provedores.
  2. Análise por linha de negócio
    É importante também ter análises granulares relacionadas a provisionamento e custos para cada perfil de aplicação ou produto. Os projetos têm premissas distintas de criticidade, complexidade, prazos e requisitos do negócio, fatores que alteram significativamente a forma de calcular investimento, retorno e eficiência operacional.
  3. Defina padrões
    A flexibilidade e a pluralidade de opções nas nuvens é uma vantagem usada com parcimônia nas organizações mais avançadas na jornada. Ao definir um conjunto de especificações para oferecer aos desenvolvedores e times de negócio, facilita-se o gerenciamento e as negociações comerciais, além de se ter uma base para aumentar o nível de automação e das políticas de segurança.
  4. Construa serviços desacoplados
    Usar serviços nativos da nuvem é um excelente acelerador de inovação. A possibilidade de simplesmente plugar, por exemplo, recursos de reconhecimento facial ou tradução automática às aplicações viabiliza a entrega de grandes funcionalidades, com agilidade e baixo risco. Contudo, recomenda-se que as aplicações core se mantenham em arquiteturas “agnósticas” e imunes a lock in (amarração ao provedor).
  5. Utilize as ferramentas de AIOps
    Os grandes hyperscalers e os fornecedores de plataformas multicloud ampliaram suas ofertas de análise e gerenciamento com machine learning e inteligência artificial. Essas ferramentas ajudam a identificar comportamentos anômalos, sugerem otimizações e reforçam a observabilidade em ambientes de alta complexidade.
  6. Automatize
    Com equipes sobrecarregadas e ambientes cada vez mais complexos, a automação é fundamental para agilidade e eficiência operacional. Além desse benefício mais evidente, a automação plena mitiga riscos (como abuso ou roubo de credenciais privilegiadas) e agrega auditabilidade ao ambiente.
  7. Explore as opções econômicas de infraestrutura
    Há ganhos importantes ao combinar serverless, instâncias spot, modelos sob demanda e alternativas de execução mais econômicas. Selecionar o tipo de instância mais eficiente para cada carga e aproveitar capacidade ociosa pode reduzir substancialmente os custos.
  8. Cuidado com as movimentações de cargas
    Praticamente todas as organizações têm projetos em nuvem e nenhuma tem projetos em uma só nuvem. O risco é que separar as camadas, com aplicações em múltiplas instâncias servidas pela mesma base de dados, pode gerar um volume de transações que estoura as contas. É interessante considerar opções de infraestrutura com custo mais previsível para as cargas de dados. Avaliar dependências antes de distribuir serviços é essencial.
  9. Monitore o uso das aplicações
    Ferramentas de CASB ajudam a entender como os usuários interagem com serviços e aplicações na nuvem. Hábitos como contratações dispersas de SaaS podem sinalizar falhas de treinamento, baixa aderência ao software homologado ou demandas não mapeadas. Ações simples para qualificar os usuários nas aplicações sob contratos corporativos têm grande efeito na produtividade, na segurança e no ROI.
  10. Considere um provedor de serviços gerenciados
    Um provedor de serviços gerenciados agrega valor quando domina os produtos, certificações e boas práticas de cada nuvem e, ao mesmo tempo, entende o contexto regulatório e operacional dos diferentes segmentos de negócio. Essa combinação permite enxergar riscos, identificar oportunidades e construir soluções mais eficientes, reduzindo custo total e acelerando o ROI.



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