jornada digital dos hospitais

Cinco pontos para preparar a jornada digital dos hospitais

2 minutos de leitura

Tecnologias agilizam atendimento e podem reduzir custos



Por Redação em 22/07/2024

Preparar hospitais para a jornada digital é crucial para melhorar a eficiência, a segurança e a qualidade dos cuidados de saúde. A pandemia de Covid-19 influenciou bastante essa transformação, impulsionando a telemedicina e outras tecnologias como a nuvem. Mas, essa transição é dinâmica e exige planejamento estratégico na adoção de novas tecnologias. Aqui estão cinco pontos essenciais para entender como os hospitais se preparam para essa transformação.

1. Implementação de Prontuários Eletrônicos

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Uma das principais iniciativas é a adoção de prontuário eletrônico do paciente (PEP), sistema que substitui os registros em papel. Além do histórico clínico e de informações administrativas, o PEP guarda os tratamentos realizados, os exames, medicamentos, alergias, entre outras informações. Com isso, médicos e outros profissionais de saúde podem acessar rapidamente o histórico de atendimento. O sistema também é útil para o paciente, pois permite que ele monitore seu próprio histórico médico e até mesmo compartilhe suas informações com outros profissionais de saúde.

2. Infraestrutura tecnológica

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Hospitais estão investindo em infraestrutura de TI, incluindo redes de alta velocidade (fixas e móveis, como o 5G), armazenamento em nuvem e sistemas de gestão de dados interoperáveis, tecnologias fundamentais para suportar aplicações digitais e dispositivos médicos conectados. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que Custo Anual Por Leito – divisão do total de gastos e investimentos em TI – ficou em R$162 mil em 2021. 

3. Segurança cibernética

Com a digitalização, aumentam os riscos de segurança cibernética. Como os dados de saúde são muito sensíveis, hospitais, clínicas e outros negócios do setor precisam implementar medidas rigorosas de proteção de dados, como firewalls avançados, criptografia e treinamento contínuo para funcionários. Em 2021, por exemplo, sistemas do Ministério da Saúde foram atacados, interrompendo agendamentos de cirurgias e transplantes. No ano seguinte, operadoras de planos de saúde brasileiras foram alvos de ciberataques.

4. Telemedicina

A pandemia acelerou a adoção de telemedicina, permitindo consultas virtuais e monitoramento remoto. A teleconsulta é oferecida em 21% dos hospitais públicos brasileiros, segundo a TIC Saúde 2023. Na esfera privada, duas em cada dez unidades disponibilizaram serviços como telediagnóstico e teleconsulta.

5. Inteligência Artificial

A IA pode ser usada para prever tendências de saúde, otimizar fluxos de trabalho clínicos e melhorar decisões médicas. Durante a consulta, algoritmos podem ajudar na triagem de pacientes, diagnóstico precoce e personalização de tratamentos. No Brasil, no entanto, o uso está mais restrito a processos administrativos. A TIC Saúde 2023 apontou que entre as ferramentas de IA mais utilizadas estão as voltadas para a automatização de processos de fluxos de trabalho (46%), uso de reconhecimento de fala (33%) e análise de linguagem escrita ou falada (32%).

A preparação para a jornada digital é um processo contínuo, que requer investimentos em tecnologia, treinamento e segurança. No entanto, os benefícios, em termos de eficiência, qualidade do atendimento e satisfação do paciente, fazem dessa transformação um caminho positivo para os hospitais.



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