Escolas Conectadas

O que é e como funciona o programa Escolas Conectadas, do Governo Federal

3 minutos de leitura

Garantir a conectividade para fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país, é um dos propósitos do Governo Federal



Por Redação em 22/12/2023

Direcionar e garantir a conectividade para fins pedagógicos em todas as escolas públicas de educação básica do país é o propósito do programa Escolas Conectadas, lançado pelo Governo Federal. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o programa ainda prevê apoio não só para aquisição de novos equipamentos, assim como a melhoria dos dispositivos que já fazem parte do inventário das escolas. 

Atualmente, o Escolas Conectadas está em fase de implementação. Cerca de 100 mil escolas públicas em todo o Brasil já aderiram a ele e, até 2026, cerca de 138,3 mil escolas públicas da educação básica no Brasil devem fazer o mesmo. O investimento estimado nesta etapa é de R$ 6,5 bilhões do governo e cerca de R$ 2,3 bilhões provenientes de outros eixos. 

Para o MEC, o uso da tecnologia é uma iniciativa que pode contribuir para a qualidade do ensino no Brasil. Por isso, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas foi entendida como uma necessidade para a sociedade atual, que cada vez mais é impactada pela evolução tecnológica e a cultura digital. Uma realidade que, segundo o MEC, “impõe um desafio de democratização das relações sociais a partir da perspectiva da cidadania e da inclusão digital”. 

O Programa está planejado para ser desenvolvido em três fases: Indução, Expansão e Sustentabilidade. Cada uma das etapas tem metas estabelecidas, entre elas, atendimento a escolas rurais e urbanas, e a velocidade pretendida para cada instituição de ensino público.

Navegue pelo menu abaixo para entender melhor os detalhes do Programa.

Objetivos do Escolas Conectadas

O MEC estabeleceu dois principais objetivos para atender ao programa: 

  1. Definir a conectividade adequada para cada escola. A partir disso, o MEC deve garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as salas de aula, uma vez que a tecnologia e a educação caminham de forma mais próxima do que em outros momentos. 
  2. Coordenar recursos e atores do Governo Federal envolvidos no tema, com a finalidade de garantir como prioridade conectar todas as escolas da rede pública da educação básica do Brasil até 2026.  

De acordo com o MEC, a conectividade adequada para fins pedagógicos resulta na realização de atividades tanto pedagógicas como administrativas, de forma online. Além disso, permite o uso de recursos tecnológicos na educação, com o acesso a áudios, vídeos, jogos e até mesmo plataformas de streaming com intencionalidade pedagógica.

Já a conectividade deve ser suprida com a disponibilidade de rede sem fio, tanto em sala de aula quanto em bibliotecas, laboratórios, salas de professores, áreas comuns e demais setores administrativos.

Políticas educacionais

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Ministério da Educação reuniu políticas educacionais para garantir a colaboração e a superação das metas estabelecidas pelo programa Escolas Conectadas. Nesse sentido, combinam-se basicamente duas tarefas:

  1. Garantir que todos os alunos tenham acesso às diferentes formas de tecnologia. Em contrapartida, que tenham uma formação suficientemente capaz de lhes permitir desenvolver o uso de forma consciente, autônoma e socialmente referenciada.  
  2. Garantir que os processos de gestão sejam desenvolvidos no processo de ensino-aprendizagem e que eles possam ampliar a qualidade e a potência, por meio do uso consistente e contextualizado de tecnologias digitais.  

Diante da desigualdade social brasileira, as políticas do Governo Federal ancoram um regime de colaboração e permite a coordenação de esforços dos Municípios, dos Estados e do Distrito Federal, além da assistência técnica e financeira da União. 

O MEC espera uma visão sistêmica que combine o investimento na infraestrutura escolar e uma estratégia contínua de estímulos e fortalecimento da transformação digital na gestão pública.

Critérios do Escolas Conectadas

Considerado um programa de inovação, o Educação Conectada engloba o até agora citado Escolas Conectadas e tem protocolos que, segundo o governo, garantem repasses de recursos financeiros às instituições de ensino público do país. Para isso, o MEC faz uma pré-seleção das escolas que podem aderir ao programa e, para isso, se baseia em dados do Censo Escolar.  

O passo seguinte fica por conta das secretarias municipais e estaduais que definem, via Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (SIMEC), se há interesse em que as escolas pré-selecionadas pelo MEC recebam o investimento.

Ou seja, as escolas precisam ser classificadas após análise do Censo e, em seguida, dependem dos posicionamentos das secretarias estaduais e municipais de educação para se tornarem elegíveis ao programa. 

Educação Conectada em áreas rurais

O programa Educação Conectada hoje contempla 25 mil escolas localizadas na zona rural. Elas recebem repasses financeiros da União para a contratação de serviço que garanta o acesso à internet, implantação de infraestrutura para distribuir o sinal nas escolas e aquisição ou contratação de dispositivos eletrônicos. Em 2019, somente escolas urbanas foram beneficiadas.

 As escolas rurais que já recebem do MEC conexão via satélite podem utilizar o repasse financeiro para a compra de equipamentos de conectividade, como roteador e no-break, ou mesmo contratar serviço de cabeamento para expandir o fornecimento de internet dentro da própria escola.

Medidor do Programa

Recentemente, o MEC lançou o Medidor Educação Conectada que, em outras palavras, monitora o desempenho da conexão instalada em cada unidade escolar. O software faz a medição da qualidade de conexão e permite que a escola verifique alguns parâmetros da conexão de banda larga. 



Matérias relacionadas

Vista do auditório durante a Febraban Tech 2026, com palco iluminado em azul e telões exibindo palestras, e público sentado assistindo ao evento. Conectividade

Além do Pix: como a orquestração de pagamentos e a conectividade redesenham o mercado financeiro

Executivos do Banco Central, Itaú e Bradesco discutem como APIs, pagamentos embarcados e novos canais podem ampliar o alcance dos serviços financeiros

Guilherme Saraiva, diretor de vendas para mídia e satélite da Claro empresas e conselheiro da SET, fala ao microfone em evento corporativo, ao fundo há telão e cortina. Conectividade

Do dial ao streaming: rádio amplia alcance e busca novas fontes de receita

Digitalização, dados, streaming e novas plataformas ampliam o alcance do rádio e abrem caminhos para mensuração de audiência e monetização

Gabriel Villa e Domingos Secco em um evento, com palestrante no palco e outro participante ao lado, diante de um telão Conectividade

IA e geolocalização ampliam segmentação de campanhas publicitárias 

Solução apresentada na SET Expo 2026 combina dados de mobilidade, perfil demográfico e IA generativa para criar campanhas adaptadas a diferentes públicos e territórios

Palestrantes Guilherme Saraiva e Eduardo Massaud apresentam demonstração em um evento com telão exibindo Conectividade

5G amplia possibilidades para transmissões ao vivo, do jornalismo aos megaeventos

Em painel da SET Expo 2026, especialistas compartilharam experiências em grandes eventos e apresentaram novas soluções para emissoras, produtoras e equipes de jornalismo