Febraban Tech
seguranca cibernetica inteligente

Bancos listam prioridades em segurança cibernética para 2023

2 minutos de leitura

Segurança cibernética inteligente é prioridade para instituições, segundo pesquisa da Febraban



Por Redação em 22/06/2023

As instituições financeiras têm uma lista clara de prioridades de segurança cibernética inteligente para esse ano. Os dados são da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2023, que mostra a priorização de tecnologias focadas em infraestrutura, prevenção às ameaças cibernéticas, gestão de identidades e acesso, além da contratação de especialistas na área de segurança da informação.

Essa é a ordem exata de uso dos recursos, segundo o levantamento, que ouviu 16 bancos, os quais, juntos, representam 80% dos ativos bancários do país. Os executivos entrevistados mostraram que os bancos não são apenas provedores de serviços financeiros, mas também de segurança.

Os especialistas que elaboram o relatório destacam ainda que a segurança cibernética inteligente não depende de uma tecnologia, mas “de uma gama de métodos de verificação e autenticação, alinhando capacidades intelectuais e tecnológicas”.

Leia também:

– O caminho para a ciber-resiliência

O documento chama a atenção para um capítulo especial do processo, que é o treinamento dos profissionais envolvidos com o tema. O investimento em treinamento sobre segurança cibernética para os profissionais dos bancos mais do que dobrou (122%) de 2021 para 2022. No ano passado, os bancos investiram nada menos do que R$ 14,2 milhões para treinar seus profissionais não ligados à área de tecnologia da informação (TI).

Quando analisada somente a área de TI, o crescimento dos investimentos de treinamento em cibersegurança é muito superior e registra um aumento de 11 vezes, resumindo a importância do tema. E mais: a quantidade de profissionais treinados pulou de 7,5 mil, em 2021, para 31,2 mil no ano passado. Estamos falando de um aumento de 315%.

Inteligência artificial será determinante para segurança cibernética

O levantamento aponta ainda que a Inteligência Artificial (IA) é crucial na disciplina de segurança cibernética. O recurso deve ser cada vez mais usado para identificar padrões e aprender de forma adaptativa em tempo real, conforme os eventos ocorridos, e pode acelerar a detecção, contenção e resposta aos ataques cibernéticos.

Outra frente da IA é na ajuda para reduzir a carga pesada dos analistas dos centros de operação de segurança (SOC), de forma a capacitá-los a serem mais proativos. Como comprovam os investimentos em treinamento, os profissionais da área continuam em alta, mas passarão por uma mudança de perfil.

“Os analistas deverão reduzir seu foco em alertas de triagem e outras atividades operacionais e reativas, direcionando-o para atividades mais estratégicas e proativas”, resume o documento da Febraban, executado em parceria com a consultoria Deloitte.



Matérias relacionadas

Jovem trabalhando em um escritório com vista para prédios, usando fones de ouvido e anotando em um caderno, no contexto de Autonomia digital. Estratégia

Autonomia digital amplia oportunidades de cooperação e negócios globais

Controle sobre dados e infraestrutura, governança e segurança jurídica criam um ambiente mais previsível para inovação e expansão de serviços

Jozef Síkela, discursando sobre cooperação tecnológica e soberania digital no Future Affairs Forum Estratégia

Brasil e União Europeia ampliam cooperação em tecnologia e regulação 

Parceria avança em conectividade e governança digital para ampliar oportunidades de desenvolvimento e proteção a direitos

Cadeado de segurança metálico em primeiro plano com fundo de código e circuitos, simbolizando proteção e privacidade de dados Estratégia

LGPD avança nas organizações, mas fica concentrada em poucos profissionais e práticas isoladas

Pesquisa do Cetic.br mostra estagnação na nomeação de DPOs e revela que pequenas empresas ainda tratam a proteção de informações como responsabilidade acumulada por proprietários ou equipes de TI

Pessoa jovem em ambiente externo usando exclusivamente um celular, com baixa escolaridade, destacando vulnerabilidade a golpes digitais e fraudes online. Estratégia

Baixa escolaridade e uso exclusivo de celular acentuam vulnerabilidade a golpes

Pesquisa do do Cetic.br mostra que usuários sem letramento e acesso a computador têm menos chance de defesa e sofrem os maiores impactos do uso de seus dados pessoais