4 perguntas que CIOs devem responder sobre a continuidade do home office

4 perguntas que CIOs devem responder sobre a continuidade do home office

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Trabalho remoto trouxe benefícios até para cargos de alta gestão. Especialista da Embratel (agora Claro empresas) destaca 4 pensamentos que CIOs devem ter sobre modelo.



Por Redação em 26/08/2020

O trabalho remoto trouxe benefícios até para cargos de alta gestão. Executivo da Embratel destaca 4 pensamentos que CIOs devem ter sobre modelo.

Cargos de média e alta gestão também se beneficiaram do home office, como mostra uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA). O relatório aponta que esses líderes aprovam o trabalho remoto imposto pela COVID-19.

De acordo com instituição, das 1.566 pessoas entrevistadas (entre presidentes, diretores, gerentes, coordenadores e supervisores), 70% esperam continuar trabalhando de casa após o término do distanciamento social.

Além disso, a maior parte dos participantes da pesquisa (71%) sentiram que o desempenho em casa está igual ou superior à performance realizada no escritório. Essa relação entre produtividade e trabalho remoto tem sido abraçada por muitas companhias que ainda dão os primeiros passos nesse modelo.

Segundo Mario Rachid, diretor-executivo de soluções digitais da Embratel, “a maioria dos clientes não tem expectativas para o retorno ao trabalho presencial da maneira que era realizado antes da pandemia em 2020”, conta.

Mas, com a continuidade desse cenário surgem também novas dinâmicas e desafios, principalmente para os líderes de TI. Eles terão, por exemplo, que traçar estratégias de segurança da informação caso o trabalho remoto continue de forma parcial ou em sua totalidade.

O Mundo + Tech convidou Rachid para responder 4 questões que todos os CIOs deveriam estar se perguntando sobre a nova vida (dentro e fora) do escritório.

Mario Rachid

1. Quais os riscos as empresas encaram com os colaboradores em home office acessando aplicações em nuvem ou que são rodadas on premise?

Mario Rachid: Os riscos em nuvem ou em on premise são semelhantes em termos de segurança. O home office abriu “portas” nas empresas que antes não estavam abertas e isso aumenta o risco e a chance de ataques e que as organizações tenham algum problema de segurança. O item segurança precisa ser todo reavaliado de acordo com esse novo cenário e os novos riscos. Agora, existem outros pontos que precisam ser verificados quando acessamos aplicações na nuvem e em on premise, No modelo on premise a questão performance e escalabilidade são fatores também de preocupação e isso tem de ser levado em conta no momento da definição da melhor estrutura a ser usada.

– O que aos CIOs podem considerar: existem no mercado soluções que podem ajudar as empresas a manter a segurança dos sistemas durante o trabalho remoto, mas sem comprometer o orçamento. Por exemplo, uma VPN (saiba mais sobre essa tecnologia aqui) não vai exigir tanta infraestrutura e, caso ela seja em um modelo as a Service, é configurada de uma forma ainda mais ágil.

2. Como as empresas podem proteger os logins públicos (interface de SaaS e VDI)? Quais camadas de proteção podem evitar uma brecha de segurança?

Mario Rachid: Brechas de segurança sempre vão existir. As empresas têm de trabalhar em vários aspectos dentro da política de segurança para minimizar ou tornar essas falhas difíceis de serem atingidas. As empresas precisam investir em tecnologia, revisão das políticas de segurança e principalmente em treinamento e educação dos seus colaboradores. Funcionários mal treinados ou que não conhecem a importância de se observar regras básicas de segurança são o principal fator de problemas de segurança nas empresas.

– O que os CIOs podem considerar: aqui as empresas podem seguir três caminhos, que se complementam. O primeiro é a adoção de uma solução de Segurança da Aplicação (saiba mais sobre essa tecnologia aqui), que vai ajudar empresas a identificar e corrigir vulnerabilidades dos seus sistemas. O segundo é consolidar as telas de login (e-mail, aplicativos de produtividade, ponto eletrônico, por exemplo) em uma única interface e/ou utilizar autenticação de múltiplos fatores como uma camada a mais de segurança durante o home office. O terceiro caminho seria criar e colocar em prática uma política de segurança da informação para que os funcionários (novos e antigos) entendam os riscos e saibam como se proteger.

3. Como o trabalho de TI pode ser feito quando todos estão remotos, as aplicações pedem múltiplos logins e os colaboradores utilizam dispositivos pessoais?

Mario Rachid: São vários desafios. As aplicações precisam ser adequadas a esta nova realidade e precisam ter todos os aspectos de segurança observados. Se o uso dos dispositivos pessoais foi permitido, a empresa precisa garantir que esses tenham aspectos mínimos de segurança, impedindo assim que passem a ser uma porta de entrada para invasores. A TI tem de estar atenta a estes movimentos e precisa adaptar sua estrutura e formato de trabalho para esse novo modelo.

– O que os CIOs podem considerar: a automação pode ser uma ferramenta de gerenciamento interessante para manter o controle de acessos em uma empresa. Por exemplo, uma RPA (saiba mais sobre essa tecnologia aqui) pode ser configurada para dar ou revogar automaticamente o acesso com base nos dados inseridos nos sistemas.

4. O que as empresas devem considerar no plano de retomada ao trabalho presencial?

Mario Rachid: São inúmeros aspectos. O ideal é que todos os colaboradores possam, em maior ou menor grau, realizar todas as suas atividades de forma remota e presencial de maneira transparente. Para isso acontecer, é preciso ser feito um inventario completo: equipamentos, aplicações, ferramentas de gestão, práticas e políticas precisam ser revistos para que a empresa esteja pronta para retornar ao trabalho presencial e também para manter o home office. Além disso tudo, o aspecto comunicação precisa fluir por todos os canais e o colaborador precisa estar informado de tudo que acontece na empresa.

– O que os CIOs podem considerar: possivelmente um conjunto de tecnologias integradas à computação em nuvem irá possibilitar uma conexão segura em qualquer ambiente físico, permitindo a continuidade do trabalho remoto. Tê-la na empresa já é meio caminho andado, porque vai garantir a comunicação e produtividade entre as equipes que estão no escritório e em casa.


Principais destaques desta matéria

  • Cargos de média e alta gestão também foram beneficiados pelo home office.
  • Modelo de trabalho remoto deve continuar nas empresas, aponta pesquisa da FIA.
  • Mario Rachid, executivo da Embratel, responde 4 perguntas que os CIOs devem fazer sobre a continuidade do trabalho em casa.


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