Semáforos e iluminação pública inteligentes, saúde digital, otimização de serviços públicos (como segurança e coleta de resíduos), entre outras iniciativas, são exemplos de soluções que modernizam a gestão urbana e contribuem diretamente para a qualidade de vida da população.
Para isso, diversas tecnologias, habilitadas pela conectividade, despontam. É o caso da inteligência artificial e da internet das coisas (IoT), que permitem, por exemplo, que diversos dispositivos urbanos se conectem (como postes de iluminação pública e semáforos). O videomonitoramento, por sua vez, amplia a capacidade de gestão das cidades, contribuindo tanto para a segurança quanto para a fluidez do trânsito. Já a análise de dados e a geolocalização possibilitam uma gestão mais estratégica de recursos, infraestrutura e ativos urbanos.
Além da melhoria de serviços, as cidades inteligentes também proporcionam economia. Um dos exemplos mais claros é o uso de sensores na iluminação pública, que permite reduzir o consumo de energia de forma significativa. Há ainda um importante impacto ambiental: a redução de congestionamentos contribui para a diminuição das emissões de poluentes, reforçando o papel das smart cities na agenda de sustentabilidade.
No Brasil, a definição de cidades inteligentes segue as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), alinhadas a padrões internacionais como ISO 37120, ISO 37122 e ISO 37123, que estabelecem critérios e indicadores para avaliação do desempenho urbano.
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- Quais são as cidades mais inteligentes do Brasil?
- Como é o ranking que escolheu as cidades mais inteligentes do Brasil
- Mais dados das cidades inteligentes no Brasil
Quais são as cidades mais inteligentes do Brasil?
Em 2025, a 11ª edição do Ranking Connected Smart Cities marcou uma mudança importante na metodologia e na abrangência do estudo. Pela primeira vez, o levantamento analisou todos os 5.570 municípios brasileiros, ampliando significativamente o diagnóstico sobre o desenvolvimento urbano no país.
O novo ranking passou a considerar 75 indicadores distribuídos em 13 eixos temáticos, incorporando novas métricas e aprofundando a análise de áreas estratégicas como inovação, governança e sustentabilidade.
Os eixos avaliados foram ampliados e reorganizados, refletindo uma visão mais integrada de desenvolvimento urbano e transformação digital das cidades. Entre os eixos temáticos analisados estão: Economia e Finanças, Governança, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Resíduos Sólidos, Esgotos e Água, Educação, Habitação e Planejamento Urbano, Mobilidade Urbana, Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar, Telecomunicações, Energia, Inovação e Empreendedorismo, População, Condições Sociais e Segurança.
Desenvolvido pela Plataforma Connected Smart Cities, em parceria com a SPIn – Soluções Públicas Inteligentes e a Scipopulis, o ranking tem como objetivo mapear cidades com maior potencial de desenvolvimento, com base em indicadores de inteligência, conectividade e sustentabilidade.

A seguir, confira as cidades mais inteligentes do Brasil em 2025:
- Vitória (ES), com 61,27 pontos;
- Florianópolis (SC), com 59,63 pontos;
- Niterói (RJ), com 59,07 pontos;
- São Paulo (SP), com 57,76 pontos;
- Curitiba (PR), com 57,46 pontos;
- Recife (PE), com 57,20 pontos;
- Barueri (SP), com 56,93 pontos;
- Santos (SP), com 56,81 pontos;
- Salvador (BA), com 56,64 pontos;
- Rio de Janeiro (RJ), com 55,97 pontos.
Diferentemente da edição anterior, o ranking de 2025 não enfatiza apenas a pontuação final, mas também o desempenho por eixos e níveis de desenvolvimento, oferecendo uma análise mais estratégica para gestores públicos e privados.
Como é o ranking que escolheu as cidades mais inteligentes do Brasil
A metodologia também foi atualizada em 2025, com a ampliação dos indicadores e a adoção de novos critérios alinhados às normas internacionais. O ranking passou a trabalhar com 13 eixos temáticos e 75 indicadores, substituindo o modelo anterior de 11 eixos e 74 indicadores, o que amplia a capacidade de análise sobre os municípios brasileiros.
Outra mudança relevante é a inclusão de todos os municípios do país, o que permite comparações mais amplas e diagnósticos mais precisos sobre desigualdades regionais e níveis de desenvolvimento urbano.
Mais dados das cidades inteligentes no Brasil
Os resultados mais recentes confirmam o protagonismo de capitais e, sobretudo, de cidades de médio porte na transformação digital no Brasil. Vitória (ES) assumiu a liderança do ranking em 2025, após ocupar a segunda posição na edição anterior, consolidando-se como referência nacional.
Florianópolis (SC) segue entre as primeiras colocadas, enquanto Niterói (RJ) avançou para a 3ª posição, destacando-se como o único município que não é capital entre os cinco primeiros. A presença de cidades do Nordeste no topo, como Recife (PE) e Salvador (BA), também evidencia uma maior diversidade regional entre os líderes do ranking.
A atualização metodológica reforça que o avanço das cidades inteligentes no país está cada vez mais ligado à integração entre tecnologia, planejamento urbano e políticas públicas orientadas por dados. Nesse cenário, o Sudeste ainda concentra a maior parte dos municípios entre os 100 mais bem posicionados, com forte presença do estado de São Paulo, mas há um movimento consistente de expansão do Sul e do Nordeste.
O novo modelo também destaca a capacidade de capitais e cidades médias de implementar soluções inovadoras com mais agilidade, integrando gestão pública e infraestrutura urbana. No recorte populacional, os municípios com população entre 100 mil e 500 mil habitantes continuam predominando entre os melhores colocados, impulsionados por maior eficiência administrativa e rapidez na adoção de tecnologias.

Já as grandes metrópoles, como São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), mantêm relevância no ranking, especialmente em áreas como mobilidade, inovação e infraestrutura digital.
Nesse contexto, Vitória se destaca pela liderança geral, e também pela consistência em áreas estratégicas como governança, saúde, mobilidade e inovação. Ao mesmo tempo, o avanço de cidades como Niterói, Florianópolis e Recife reforça a tendência de descentralização da transformação digital, com diferentes regiões do país ganhando protagonismo no desenvolvimento de cidades inteligentes.
