O que Inteligência Artificial tem a ver com uma rede de fast food e a Justiça

O que Inteligência Artificial tem a ver com uma rede de fast food e a Justiça?

3 minutos de leitura

Tecnologia pode trazer ofertas personalizadas, assim como facilitar processos num tribunal. Confira outros exemplos do uso da IA.



Por Redação em 02/04/2019

Principais destaques:
– McDonald’s comprou startup de IA por US$ 300 milhões;
– A ideia é usar Inteligência Artificial para personalizar ofertas aos clientes com base em vários fatores;
– Na Estônia, governo quer criar uma equipe de juízes robôs para ser usada no tribunal;
– Mundo + Tech lista exemplos de diversos usos de IA nas empresas.

A Inteligência Artificial tem vários propósitos e costuma ser implementada em soluções para diversos mercados. Por exemplo, por que o McDonald’s investiria nessa tecnologia em seus negócios? Uma resposta simples é a randomização das ofertas dos totens de vendas disponíveis para clientes no drive-thru, como mostra este artigo publicado no site Engadget.

O McDonald’s adquiriu por US$300 milhões (R$1.6 bilhão) a Dynamic Yield, startup israelense que usa Inteligência Artificial, Machine Learning e algoritmos para realizar análise de vendas. No catálogo de clientes da startup estão a Ikea, Sephora, Urban Outfitters, Hallmark Channel, Hello Fresh, entre outros.

Com a aquisição – a primeira do McDonald’s em duas décadas – a rede de fast food esperar usar Inteligência Artificial para mostrar ofertas personalizadas com base no dia e horário da semana, clima, volume de tráfego, popularidade dos produtos e, num futuro próximo, no histórico de compra do cliente ao identificar a placa do veículo.

Inteligência Artificial funcionaria no tribunal?

A Estônia acredita que a Inteligência Artificial pode ser uma grande parceira do Ministério da Justiça do país báltico, segundo artigo do site da revista Wired. Tanto que o governo local contratou Ott Velsberg, de apenas 28 anos, como diretor de dados da Estônia para implementar IA e aprendizado de máquina em todos os serviços governamentais.

Velsberg atualmente escreve uma tese de doutorado sobre Internet das Coisas (IoT) e sensores em serviços do governo. A missão atual do jovem é projetar uma equipe de “juízes robôs” para mediar disputas de pequenas indenizações que não ultrapassem € 7.000 (R$ 36 mil). O projeto está em fase de testes e um piloto deve entrar em operação apenas no fim de 2019.

Na teoria, as duas partes do processo fariam um upload dos documentos e informações relevantes para o caso. A IA faria uma análise desses dados para emitir uma decisão, que poderia ser apelada para um juiz humano. Na prática, muitos detalhes ainda precisam ser trabalhados e o “sistema pode ser aprimorado com feedback de advogados e juízes”, disse Velsberg à Wired.

Outros exemplos do uso da Inteligência Artificial

O varejo é outro setor que pode se beneficiar do uso da Inteligência Artificial, já que a tecnologia tem potencial de transformar completamente a jornada de compra do consumidor ao garantir personalização, automação e maior eficiência dos negócios. Neste artigo, a Forbes lista 20 exemplos do uso de IA que podem revolucionar o setor e o Mundo + Tech resume 5 deles:

– Clientes podem usar robôs para localizar itens na Lowes
Recentemente o Mundo + Tech trouxe um conteúdo sobre como robôs da Amazon ajudam a entregar encomendas no mesmo dia. A Lowes, empresa de materiais de construção, desenvolveu e levou o LoweBot para as suas lojas. O robô faz perguntas aos clientes para saber o que eles procuram e ajuda os consumidores a encontrarem os itens que desejam, além de monitorar o estoque para informar ao estabelecimento sobre o abastecimento de produtos.

– Taco Bell facilita os pedidos para viagem
Não é só a McDonald’s que usa Inteligência Artificial para facilitar a vida dos clientes. O Taco Bell criou o Tacobot para receber as demandas do consumidor. Através do Slack, plataforma de mensagens, é possível enviar texto ou voz informando qual o pedido. O bot ainda entende encomendas personalizadas ou em grande quantidade.

– Walgreens usa IA para rastrear pontos de concentração de gripe
Ninguém gosta de ficar gripado, mas a Walgreens, rede farmacêutica americana, tem utilizado Inteligência Artificial para rastrear a propagação da gripe e permitir ao consumidor tomar medidas para se manter saudável. A empresa utiliza os dados do número de prescrições antivirais dos mais de 8 mil estabelecimentos para criar um mapa interativo e mostrar a situação da doença em diversas regiões. Isso permite também a Walgreens estocar produtos para a gripe em locais com maior disseminação.

– Encomendar café está mais fácil no Startbucks
O Starbucks lançou lá fora o My Starbucks Barista, um aplicativo com base em Inteligência Artificial que permite que o cliente faça um pedido por voz ou texto. Quando o consumidor chega à loja, o pedido já está pronto, eliminando a necessidade de entrar em uma fila.

– H&M mantém os itens mais procurados em estoque através da IA
A H&M, rede de fast fashion, tem usado Inteligência Artificial para analisar os recibos de compras e devoluções para saber quais roupas são as mais desejadas pelos clientes. O algoritmo ajuda saber quais itens terão destaque na vitrine e quais serão estocados em maior quantidade nos estabelecimentos com base na procura e preferência do consumidor.



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