Com a digitalização, quase toda compra começa num processo de busca na internet. O problema para os varejistas é que os potenciais clientes nem sempre digitam corretamente o que estão procurando. E mais: eles podem estar buscando informações usando outras palavras. Ou seja, os erros de digitação e de interpretação também precisam ser entendidos para que a venda avance.
De acordo com o levantamento FlashBlack 2025, de 31 varejistas pesquisados, 20 não entregavam resultados para buscas semânticas. Isso quer dizer que não relacionavam o assunto buscado com outros temas afins. Por exemplo: hidratação com pele ressecada.
Em relação aos erros de digitação – muito comuns na internet – 18 dos 31 varejistas tinham sistemas que não apresentaram resultados de busca. A boa notícia é que a inteligência artificial (IA) pode melhorar esses resultados, conforme reportagem do Valor Econômico. No exemplo acima, a tecnologia ajuda os varejistas a entender melhor a busca dos potenciais consumidores, entregando resultados mais assertivos e personalizados.
Busca além do texto
A tecnologia também pode processar vários tipos de informação, de vídeos a áudios, refinando a experiência de busca. Essa característica multimodal permite, por exemplo, que os clientes encontrem o que querem ao enviar fotos ou listas de compras manuscritas aos sites dos varejistas.
A personalização é uma das tendências mais importantes. Na mesma pesquisa, 13 dos 31 varejistas já oferecem recomendações personalizadas na página inicial quando o cliente começa a navegar. Esse processo é eficaz, mas exige segurança, que é um recurso onde a IA também tem sido empregada.
Pela sua capacidade de analisar grande quantidade de dados em tempo real, a tecnologia pode indicar padrões de fraudes e agir na proteção dos consumidores. A IA também identifica comentários negativos, que possam comprometer as marcas. Isso permite que os varejistas compreendam os problemas de reputação e ajustem a interação com os clientes.
