“IA generativa pode impulsionar as empresas”, diz diretor de inovação do beOn

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Rodrigo Assad, do beOn, destaca o potencial da inteligência artificial para ajudar as empresas a crescerem e se desenvolverem



Por Redação em 11/02/2025

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“A IA pode nos tornar mais produtivos, mas é preciso ter clareza de que temos uma máquina que, entre aspas, ‘acha que pensa’. Ela tem duas potencialidades: uma de copiloto da sua vida pessoal e outra, no caso de empresário, ajudando a melhorar o processo de venda”. A declaração é de Rodrigo Assad, diretor de inovação do beOn, o hub de inovação da Claro. 

Em participação no programa Pedro+Cora, Assad falou da importância de empresários olharem para suas organizações e a inteligência artificial, como aliadas para o futuro dos negócios.  

Segundo ele, trata-se de trabalhar em parceria. “Nós fazemos assim, estamos lado a lado com nossos clientes. Mas é preciso estar alerta e oficializar que nem todos os problemas de uma empresa serão resolvidos com o uso de inteligência artificial. A IA virou moda, mas ainda não tem capacidade técnica para resolver tudo. Apesar de que, tudo aquilo que poderemos resolver com IA, vamos resolver”, completou ele, ao dizer que sim, este é um caminho a ser percorrido, mas que ainda precisa de tempo para que se concretize.

Banco de dados de IA

Segundo Assad, a IA precisa ter uma boa fonte de dados que a permita tomar as melhores decisões diante de diferentes cenários. “No caso das empresas, o banco de dados é essencial, senão a decisão pode vir errada. Um sistema de vendas organizado é fundamental para que a IA interceda de forma correta, por exemplo”. 

Rodrigo Assad, diretor de inovação do beOn, o hub de inovação da Claro

O treinamento em IA e a proporção de dados que uma IA precisa para trabalhar corretamente envolvem uma série de questões. “Por isso, deve ser tratada de forma muito séria. Existem formas de usar os dados de uma empresa apenas para ela própria. As famosas placas de GPU também ajudam. Mas é importante ter em mente questões como governança, políticas de segurança, níveis de acesso às informações. O fato é que existe uma série de questões que precisam ser consideradas para que se mantenha a segurança dos dados e as informações estratégicas das empresas”, apontou.  

Segundo o especialista, a instituição de comitês de gestão, com um grupo multidisciplinar, trazendo profissionais de diversos setores para dentro do escopo de trabalho, a fim de direcionar como a IA deve responder às questões, é essencial. “A IA vai fazer parte do nosso dia a dia, independente de um colaborador gostar ou não. Identificar fontes de dados, preservando a segurança da informação, é o caminho para “construir seu castelinho’”.

Como escolher a melhor IA para uma empresa?

Imagem: Adobe Stock/ gerada por IA

Quando questionado sobre qual a melhor tecnologia, entre as IA´s mais populares como Gemini, ChatGPT e DeepSeek, por exemplo, Assad aponta que cada modelo tem uma característica que pode ser determinante para o caso específico de cada empresa. 

“Basicamente, existem dois caminhos: um é analisar benchmarking para entender onde cada modelo se aplica. O DeepSeek, por exemplo, é um modelo muito bom de raciocínio e surpreendeu o mundo com isso. Nós já estávamos estudando essa ferramenta mesmo antes do “estouro” da plataforma, então já conhecíamos as características e já havíamos testado em casos de uso. O fato é que cada modelo é bom em algo. Nosso papel, enquanto empresa, é oferecer o suporte especializado. Temos o especialista, porque contamos com um time de inteligência artificial há algum tempo, antes mesmo de começar a IA generativa”, disse. 

De acordo com Assad, as pessoas, de modo geral, pensam que IA é algo recente, mas a verdade é que a tecnologia vem sendo estudada há muito tempo. “A IA generativa é que é mais recente. Nossa grande vantagem é que temos expertise de testar dentro de casa e, depois, aplicar com os milhares de clientes da Embratel e da Claro. Nós montamos um laboratório e temos os serviços profissionais de soluções digitais ”, explicou.

Segundo ele, os modelos de IA devem ser escolhidos com base nas respostas buscadas. “No final das contas, é preciso avaliar a qualidade do que cada modelo de IA entrega. Em um exemplo simples, posso usar um modelo antigo para executar determinada tarefa (simples). Ou seja, não preciso escolher a maior e mais cara solução, porque eu não tenho um problema tão complexo assim. Então, a decisão pode ser simplesmente financeira. 

Se não tem previsibilidade, a chance de gastar muito é grande. Os modelos pequenos são mais baratos, e o volume por token também é mais econômico, talvez eles possam ser suficientes em casos menores. Para mim, a questão, na decisão, está associada à escolha e ao propósito do que se precisa. São poucos os casos que precisam de tanta tecnologia”, ponderou o diretor de inovação do beOn.

Na prática

Para Assad, a IA é um caminho sem volta e muitos problemas podem ser resolvidos com ela. Apesar disso, ele acredita que o Brasil ainda esteja passando pela fase de aprendizado de IA, em todos os segmentos do mercado, e algumas áreas se beneficiam mais com as suas vantagens. Exemplo disso é a área de mídia, com a classificação indicativa dos programas de TV. “Antigamente, para se chegar à classificação indicativa, uma pessoa precisava assistir a um programa em tempo real e determinar a faixa etária do público que poderia assistir aquele material. Hoje em dia, uma IA pode resolver essa questão em minutos.” 

Assad também comenta sobre a evolução dos chatbots no mercado em geral. “O chatbot pode entrar em cena como o assessor da empresa que tem um comércio eletrônico ou uma rede social. Inclusive, já existe uma série de empresas que estão utilizando a inteligência artificial para automatizar processos, nos mais diversificados setores”.

Na avaliação dele, entender como colocar o cliente no ponto certo da árvore de decisão é determinante. “Então, se existe um índice de melhoria operacional razoavelmente grande, acredito que este seja o melhor caminho. Menos ousadia e maior precisão para melhorar a experiência do cliente”.



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