Profissional verifica servidores em um data center moderno, ilustrando a crescente demanda por energia elétrica, prevista para alcançar 3,6% em 2029. Foto: Lightfield Studios/ Adobe Stock

Data centers vão consumir 3,6% da energia elétrica em 2029

2 minutos de leitura

Mesmo com aumento expressivo da demanda, o setor registra avanços em eficiência energética e adota modelos de resfriamento mais sustentáveis



Por Redação em 01/10/2025

Os data centers sozinhos vão responder por 3,6% do consumo de energia elétrica do Brasil em 2029, segundo estudo da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom). Isso representa mais que o dobro da participação de 1,7% do setor no consumo de energia elétrica de 2024.

As causas do aumento não são novidade: armazenamento e processamento de dados, puxados por atividades como digitalização de serviços, uso de inteligência artificial, computação na nuvem e demais aplicações digitais. O documento mostra que a demanda histórica dos data centers no Brasil foi de 843 MW, em 2024, número que deve chegar a 2.192 MW, em 2029, e saltar para 3.144 MW em 2031. 

O setor tem um perfil diferenciado de consumo na capital paulista, onde estão vários centros de dados importantes. Resultado: 1,97% da energia elétrica consumida pela cidade em 2023 foi para a conta dos data centers.

Eficiência energética aumentou

Homem trabalhando em data center com servidores durante o pôr do sol, simbolizando tecnologia e infraestrutura de dados.
Imagem gerada digitalmente

Apesar da demanda crescente, os operadores do segmento aumentaram sua eficiência energética em 10,1% nos últimos dez anos. Essa melhora pode ser observada no PUE, sigla para Power Usage Effectiveness, métrica específica para avaliar a eficiência energética dos data centers. 

Segundo o estudo, o PUE era de 1,97 em 2010 e vem caindo sistematicamente, tendo atingido 1,51 em 2025, com projeção de chegar a 1,40, em 2030. Na prática, quanto menor o PUE, maior é a eficiência. 

Consumo de água é baixo e recirculado

Com tanta demanda de processamento, os data centers vão exigir mais do que energia, uma vez que o resfriamento também pede o consumo de água. Diferente da energia, a procura por água é percentualmente menor: 0,003% do uso total no país. De acordo com os especialistas, além de menor, esse consumo é pautado por uma captação única nos centros de dados modernos. Como eles operam com circuitos fechados, o reservatório é enchido uma única vez, com a água sendo recirculada. Para efeito de comparação, um centro de dados moderno de grande porte precisa de apenas um abastecimento inicial de água — volume equivalente ao consumo diário de 1,2 mil famílias de quatro pessoas.

Ainda de acordo com o estudo, a evolução dos processadores e dos sistemas de refrigeração levou à ampliação da faixa de temperatura operacional dos data centers, o que contribuiu para reduzir o consumo de água e energia. A faixa de operação foi expandida: de uma média de 14 °C a 16 °C para o intervalo de 18 °C a 27 °C.



Matérias relacionadas

Mulher urbana usando jaqueta de pelúcia vermelha, com celular na mão, ao lado de um bonde amarelo na rua durante pôr do sol, ambiente de cidade moderna com pessoas ao fundo. Inovação

IA baseada em texto não equivale à inteligência humana, avaliam especialistas

Modelos de linguagem se baseiam na previsão de padrões de texto e não reproduzem os processos cognitivos da inteligência humana

Homem trabalhando em ambiente de escritório ilustrando a implementação da IA no RH Inovação

Do operacional à estratégia: como a tecnologia redefine o RH

Integração da tecnologia aos processos de recursos humanos acelera atividades operacionais e permite monitoramento de índices como o de inclusão e diversidade

Pessoa segurando um celular com uma interface digital relacionada a pagamentos, segurança e autenticação digital, conceito de pagamentos eletrônicos e IA agêntica nos pagamentos. Inovação

IA agêntica, tokenização e identidade digital redesenham os pagamentos para 2026

Executivos projetam um ecossistema em que agentes de IA passam a executar decisões, com avanços em tokens, identidade digital e adequação da segurança às novas experiências de consumo e modelos de negócios

Rodrigo Marques, CEO da Claro, e Raj Mirpuri, VP, sorrindo e apertando as mãos em evento corporativo Inovação

Claro é a primeira NVIDIA Cloud Partner na América Latina e, em parceria com a Oracle, acelera IA soberana no Brasil

Robusta infraestrutura ajuda a habilitar o desenvolvimento de modelos de IA soberana e torna a comercialização da IA mais competitiva

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais