Imagem de um drone transportando um kit médico

Drone transporta rim para ser transplantado e outros destaques

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Confira cinco notícias do que foi destaque na última semana no mundo da tecnologia e inovação.



Por Redação em 06/05/2019

Drone transporta rim para cirurgiões nos Estados Unidos
O feito foi realizado pela Universidade de Maryland Medical Center (Estados Unidos), que garante ser o primeiro do mundo. Pesquisadores utilizaram um drone para transportar um rim para Trine Glispy, enfermeira de 44 anos e que passou oito anos em diálise antes do transplante. Embora os pesquisadores da instituição não tenham deixado claro o trajeto feito pelo equipamento, o drone foi capaz de monitorar e manter critérios vitais, como temperatura do rim em tempo real, além de ser equipado com hélices de backup, baterias duplas e um paraquedas para proteger o órgão. Em comunicado à imprensa, Joseph Scalea, professor assistente de cirurgia da universidade, disse que a tecnologia seria capaz de fazer com que pacientes conseguissem o transplante de órgãos “marginais”, ou seja, aqueles que não seriam viáveis de cirurgia em caso de atraso no transporte. Segundo o pesquisador, o drone fez 44 voos de teste durante 700 horas antes de ser colocado em prática e que a novidade pode ajudar a levar 2.500 rins para quem precisa do transplante. “É como o Uber para órgãos”, disse. A Universidade de Maryland publicou em seu canal do YouTube um vídeo mostrando a utilização do drone para a entrega do órgão. Você também pode ver aqui embaixo.

Dois dos maiores mercados de drogas na deep web são fechados
O fechamento do The Wall Street Market e do Silkkietie, conhecido também como Valhalla, foi anunciado na última sexta (3) pela Europol, serviço europeu de polícia. As duas operações aconteceram em momentos distintos, mas foram divulgadas em conjunto. O fechamento do mercado Valhalla ocorreu no começo de 2019, mas a polícia não divulgou muitos detalhes, apenas que o trabalho foi em conjunto com autoridades de alguns países da Europa e dos Estados Unidos e que a investida resultou em prisões e apreensões de drogas e moedas virtuais. Já na operação contra o The Wall Street Market, a mais recente, apreendeu vários discos rígidos, drogas, mais de US$ 600 mil em criptomoedas e veículos dos suspeitos. Ao todo, cinco pessoas foram presas – três na Alemanha e duas nos Estados Unidos. Segundo a Europol, mais de 63 mil anúncios e 1,1 milhão de contas estavam registradas no The Wall Street Market até o fechamento do mercado e isso irá ajudar em outras investigações.

Autoridade fiscal do Reino Unido é obrigada a deletar 5 milhões de arquivos de voz
A HM Revenue and Customs (HMRC), departamento não-ministerial do governo do Reino Unido e responsável pela cobrança de impostos, pagamento de algumas formas de apoio estatal e administração de outros regimes regulatórios, criou um sistema de reconhecimento de voz como substituto de verificações normais de segurança para agilizar os serviços do órgão. Lançado em 2017, o contribuinte precisava apenas repetir a frase “minha voz é minha senha” para registrar a camada de segurança e utilizá-la para confirmar a identidade ao acessar algum serviço. O problema é que, segundo o Big Brother Watch, entidade sem fins lucrativos que atua contra a vigilância do estado e ameaças às liberdades civis, a solução fere o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) por não obter o consentimento explícito dos usuários antes de utilizar o reconhecimento de voz. A HMRC obrigava o contribuinte a usar a voz como verificação de segurança. Como o GDPR entrou em vigor em maio de 2018, o Escritório de Comissionamento da Informação do Reino Unido (ICO, na sigla em inglês) apenas notificou a HMRC e uma multa não será aplicada. O prazo para a exclusão dos 5 milhões de dados é até 5 de junho, mas a entidade garante que isso irá acontecer antes da data limite e que a solução de voz continuará ativa, já que a permissão para utilizar o comando de voz foi alterada em outubro do ano passado. Até o momento, 1,5 milhão já permitiram o uso de voz após a atualização.

Rússia caminha para se “isolar” da internet mundial
E mesmo com a opinião popular desaprovando a ideia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou o projeto de lei que exige que os provedores de serviço de internet do país se desliguem dos servidores estrangeiros. A pauta pede também a criação de um sistema de domínio nacional que garanta que a Rússia continue on-line, mesmo se o país estiver desconectado da internet global. A expectativa é que a lei entre em vigor no dia 1º de novembro deste ano. Essa medida atrai duras críticas desde 2016, quando a Rússia apresentou o projeto como uma resposta à estratégia cibernética dos Estados Unidos após a eleição presidencial americana. Desde então, o acesso à internet na Rússia vem enfraquecendo com o bloqueio de sites, limite de uso de VPNs e meios de comunicação locais que recebem financiamento estrangeiro sendo classificados como “agentes estrangeiros” por parte do governo russo. Por lá, o aplicativo de mensagens Telegram foi banido em 2018 por utilizar criptografia de ponta a ponta, impedindo que o estado controle o conteúdo do que é trocado.

As prioridades dos tomadores de decisão em TI nos Estados Unidos.
A Adobe divulgou os resultados de uma pesquisa realizada com 1 mil tomadores de decisão em TI nos Estados Unidos. O levantamento mostrou que a segurança de dados foi a preocupação mais citada por eles (47%). A implementação de Inteligência Artificial (IA) e o uso de Machine Learning (ML) para melhorar processos e a experiência do cliente fecham o TOP 3 das prioridades dos lideres norte-americanos. Outro ponto de destaque da pesquisa é a integração com outros departamentos da empresa para definir a visão e a implementação de tecnologias: só 2% disseram que a TI define tudo sem a ajuda de outras equipes de negócios.



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