Uma iniciativa conjunta do Google e do Senai pode aumentar a empregabilidade de quem está procurando uma colocação no mercado. Trata-se de um serviço gratuito que usa os recursos de IA para alinhar currículos de profissionais às oportunidades de empregos.
A plataforma digital foi desenvolvida pelo Google e está integrada ao sistema de inteligência artificial do Senai, chamado de Nai, desde que a parceria foi firmada, em 2023, e tem uma vigência de cinco anos.
Como o foco é a orientação profissional, a IA é usada para o profissional interessado avaliar suas habilidades, receber sugestões de melhorias e ainda acompanhar seu crescimento com base nas mudanças indicadas.
Na prática, a ferramenta usa informações já fornecidas pelos usuários, desde a descrição verbal de atividades desempenhadas até o próprio currículo. Com base nelas, a IA pode identificar pontos de melhoria e sugerir aperfeiçoamentos.
Além disso, a IA criada pelo Google e integrada ao Senai cruza as informações dos candidatos com a oferta de vagas de trabalho. Tecnicamente, faz isso associando necessidades do mercado com o grande volume de dados gerados pelos profissionais que entraram na plataforma.
A jornada que começa com a inserção do currículo na plataforma e com o preenchimento de um questionário, avança para o primeiro diagnóstico da IA, com destaque para os pontos fortes e indicação de cursos do Senai para o aperfeiçoamento profissional.
Da análise de lacunas ao aprendizado personalizado

As etapas finais incluem o cruzamento de informações entre oferta e procura e a análise da brecha profissional. No caso das brechas de aperfeiçoamento profissional indicadas pelo sistema, a IA mostra que elas podem ser preenchidas com a indicação de conteúdos personalizados de aprendizagem.
No final, o usuário da plataforma digital ainda recebe um relatório que aponta o que pode ser melhorado e mantém o perfil do candidato aberto para que outras recomendações sejam atualizadas.
O sistema criado pelo Senai não é o único focado no aumento de empregabilidade, como indica reportagem do G1. Entre as alternativas estão aplicativos como Gemini, ChatGPT e Perplexity.
A experiência dos recrutadores mostra ainda que há erros comuns que derrubam a empregabilidade, como o não preenchimento de informações básicas, a exemplo do cadastro de habilidades. Isso acontece em 35% dos currículos.
A descrição de experiências também precisa ser superior a 200 caracteres para trazer o melhor desempenho da IA que vai analisar as informações dos candidatos.
Do lado das empresas, os especialistas avaliam que também ainda falta letramento em IA suficiente para usar as ferramentas na identificação, por exemplo, de inconsistências entre a experiência real do profissional e as habilidades listadas nos currículos.
