IA estratégica

Jornada para IA estratégica envolve nove níveis

2 minutos de leitura

Modelo de Capacidade de Inteligência Artificial é explicado pelo especialista Sílvio Meira



Por Redação em 16/01/2025

A Inteligência Artificial (IA) envolve mudanças tecnológicas, mas os próximos passos serão ditados por uma revolução estratégica, segundo o cientista e professor Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company e também pesquisador da Asia School of Business. Na avaliação dele, existe uma tendência de ‘comoditização’ das tecnologias, o que traz as ações estratégicas como um diferenciador da IA nas empresas. 

O especialista explicou o tema no e-book sobre Inteligência Artificial, produzido pelo Valor em parceria com a Embratel (agora Claro empresas) (baixe o e-book aqui)

De acordo com Meira, um guia que explica essa jornada é o Modelo de Capacidade de Inteligência Artificial (MIA), estruturado em nove níveis, dos quais os quatro primeiros são considerados “básicos”, mas com desafios importantes. Em artigo para o jornal Valor, o pesquisador lista essas primeiras etapas na seguinte ordem: descritiva, diagnóstico, preditiva e prescritiva. Para ele, as empresas envolvidas com transformação digital precisam dominá-las para imprimir eficácia e eficiência em suas operações.

Um exemplo é o avanço para os níveis de IA preditiva e prescritiva, que antecipam demandas e podem mudar cadeias inteiras de valor, porém exigem sistemas cada vez mais escaláveis e ágeis. 

2030 será um divisor de águas

Os próximos cinco níveis do MIA incluem a IA para decisão, a IA aumentada, a IA autônoma, a adaptativa e, finalmente, a estratégica. 

Antes de caminhar para esse segundo grupo, Meira aconselha as empresas a dominar o quadrante básico para criar vantagens competitivas substanciais, como traduzir dados que resultam em otimização de operações. Temporalmente, ele coloca 2030 como um divisor de águas, onde a disputa não acontece por uma IA mais sofisticada, mas, sim, para que se busque capacidade de usar a tecnologia de forma criativa e sustentável nas estratégias de negócios. O emprego de recursos com essa configuração já existe em exemplos citados pelo pesquisador, entre os quais os modelos generativos na área de saúde. Entre os casos reais estão os de empresas que usam a IA para identificar moléculas promissoras em questão de dias e a adoção da IA para gerenciar emissões de gases de efeito estufa, com base em informações captadas por sensores.



Matérias relacionadas

Cérebro digital representando os riscos associados à inteligência artificial, com elementos gráficos de alerta e análise de dados Estratégia

IA supera ciberataques e passa a liderar ranking de riscos para os negócios no Brasil

Allianz Risk Barometer 2026 mostra que a IA, associada sobretudo à eficiência, passou a ser vista como um vetor de exposição a riscos operacionais, legais e reputacionais

Um profissional usando um smartphone, com elementos gráficos relacionados à inteligência artificial Estratégia

IDC: aumento das cargas de IA e escassez de memórias marcam cenário de TIC em 2026

Previsões da consultoria mostram a inteligência artificial pressionando data centers, nuvem, telecomunicações, segurança e dispositivos, em um cenário de encarecimento do hardware, redes inteligentes e novos modelos operacionais

Homem negro usando headset de realidade virtual em casa, imerso em jogos virtuais focados em cibersegurança e segurança em games. Estratégia

Cibersegurança em games expõe riscos digitais que desafiam empresas e plataformas online

O que acontece nos jogos online antecipa ameaças que já atingem o ambiente corporativo

Reunião de equipe trabalhando com notebooks para implementar governança de IA e criar regras de uso responsável Estratégia

Governança de IA ganha força e impulsiona empresas a criar regras para uso responsável

De regulação global a políticas internas, empresas passam a estruturar controles sobre algoritmos e decisões automatizadas

    Embratel agora é Claro empresas Saiba mais