industria 4.0

Indústria 4.0 receberá US$ 950 milhões em investimentos até 2030

2 minutos de leitura

Quarta revolução industrial deverá ser marcada pela digitalização de processos industriais e o uso de novas tecnologias



Por Redação em 17/11/2022

Parceria Editorial imagem parceria editorial

O uso de novas tecnologias como robôs automatizados, inteligência artificial e realidade aumentada devem transformar o setor industrial nos próximos anos. A Indústria 4.0 – como é chamada esta nova era da indústria – está se consolidando no mercado com o advento do 5G, que se revela como o grande habilitador desse movimento. De acordo com levantamento da ABIResearch, essa combinação de tecnologias está consolidando um mercado que pode receber aportes de US$ 950 milhões até 2030, como destacou publicação do Estúdio Folha no início deste mês de novembro.

Segundo Luiz Felipe Kazan, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Indústria da Embratel, o 5G servirá como suporte para a criação de redes com mais velocidade e baixa latência, que são características intrínsecas a essa geração de conectividade e que têm se revelado indispensáveis para potencializar a aplicabilidade de soluções para a indústria 4.0. “A indústria 4.0 está muito perto de realizar seu potencial. Grande parte dessa realização depende da disponibilidade e utilização das redes 5G, que levarão o segmento a um novo patamar tecnológico”, disse ele em entrevista para a publicação da Folha de São Paulo

5G e a indústria 4.0

O conceito de indústria 4.0 pode ser entendido como um lugar onde tecnologia e o espaço digital se transformam em ferramentas indispensáveis para as empresas. Nesse aspecto, o 5G é capaz de criar uma rede privada de internet com alta transmissão de dados e oferecer mais precisão e segurança ao setor industrial, que conta com cada vez mais dispositivos conectados.

Para Kazan, o 5G permitirá também uma melhor interconexão entre banco de dados, sistemas e máquinas, sendo capaz de criar um processo de gerenciamento de dados mais inteligente e ágil. “Estamos na era da indústria 4.0, onde sistemas e aplicações conversam entre si para oferecer mais agilidade ao negócio, que passou a ser apoiado por dados que ajudam a perceber mudanças nas necessidades dos consumidores e a tomar decisões rápidas”, definiu ele.

Além de redução de custos, autonomia e mais segurança para a indústria, a também chamada quarta revolução industrial pode aumentar produtividade e conectar cadeias de fornecimento.

Não por menos, um estudo da McKinsey com o Fórum Econômico Mundial já prevê que a indústria 4.0 pode agregar um valor de mercado superior a US$ 3,7 trilhões somente nos próximos três anos.



Matérias relacionadas

Profissional em escritório corporativo usando notebook, enquanto uma interface de dados com elementos de IA aparece na tela, simbolizando IA nas empresas no trabalho Inovação

IA nas empresas: onde a tecnologia já gera resultados e quais são os próximos desafios

Etapa atual envolve integrar a tecnologia aos processos, medir resultados e estabelecer estruturas de governança

Palestra no palco do Healthcare Innovation Show (HIS 2026), com auditório e telão iluminado em ambiente de evento de saúde e inovação. Inovação

IA, dados e automação transformam processos e o cuidado na saúde

HIS 2026 mostra como soluções tecnológicas são empregadas para automatizar tarefas, ampliar a eficiência operacional, viabilizar análises preditivas e liberar profissionais para dedicar mais tempo ao cuidado dos pacientes

Uso da IA no rádio: microfone profissional em estúdio de gravação com fones de ouvido e equipamentos, com computador ao fundo em ambiente iluminado em tons vermelhos e dourados. Inovação

Uso da IA no rádio precisa manter a conexão humana, segundo pesquisador

Especialista destaca a importância da transparência, da supervisão humana na apuração e da preservação do vínculo com os ouvintes

Notebook aberto e uma figura humana em perfil com rede de pontos e circuitos sobreposta, sugerindo risco de ia e tecnologia Inovação

Risco da IA para a humanidade reacende debate entre especialistas

Pesquisadores que deixaram grandes empresas de tecnologia alertam para os impactos de sistemas cada vez mais autônomos e defendem maior supervisão humana