privacidade IA Imagem gerada por Inteligência Artificial

Empresas no Brasil enfrentam desafios com a soberania de dados e governança de IA

2 minutos de leitura

Orçamento de privacidade será realocado para inteligência artificial em 99% das empresas brasileiras, revela pesquisa



Por Redação em 23/04/2025

O estudo anual Data Privacy Benchmark Study, divulgado recentemente pela Cisco, aponta que a governança de dados e a implementação de inteligência artificial (IA) estão transformando a forma como empresas no Brasil e no mundo lidam com a privacidade. Segundo a pesquisa, 99% dos profissionais brasileiros entrevistados antecipam a realocação de recursos de privacidade para iniciativas de IA. Esse é o mesmo índice registrado globalmente.

Como metodologia, o estudo ouviu 2.600 profissionais de privacidade e segurança em 12 países. No Brasil, 97% das empresas relataram que os investimentos em privacidade geram retorno superior aos custos. Apesar disso, há uma tendência global de redirecionamento de orçamento para atender à demanda crescente por tecnologias baseadas em IA.

Essa movimentação estratégica indica que as organizações buscam integrar a privacidade de dados em um contexto de inovação tecnológica impulsionada pela IA. A Data Privacy Benchmark Study traz insights sobre as prioridades e desafios que as empresas enfrentam na intersecção entre privacidade de dados e a emergente era da inteligência artificial.

Brasil lidera em LGPD

privacidade IA
Foto: Cristian Storto/ Shutterstock

Segundo a pesquisa, 95% dos profissionais apoiam leis de privacidade, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Outro dado revelado pelo estudo é que esses profissionais reconhecem os impactos positivos das normativas em suas operações. Neste quesito, o Brasil tem o melhor desempenho. A média global é de 86%.

Soberania de dados

A soberania de dados continua a exercer forte influência nas decisões estratégicas das empresas, e o Brasil demonstra sua convicção sobre a segurança do armazenamento local. De acordo com o estudo, 92% dos entrevistados brasileiros acreditam que seus dados estão intrinsecamente mais protegidos quando mantidos em território nacional. A média global é de 90%.

Por outro lado, 91% dos entrevistados confiam na capacidade de provedores internacionais em garantir a proteção de seus dados. Essa dualidade de perspectivas, conforme aponta a Cisco, ilustra a complexidade inerente ao panorama atual da privacidade e segurança da informação.

“A preferência pelo armazenamento local reflete o interesse crescente pela soberania digital”, afirmou Harvey Jang, Chief Privacy Officer da Cisco. Ele destacou que estruturas como o Global Cross-Border Privacy Rules Forum podem ajudar a conciliar a necessidade de proteção com a fluidez dos fluxos internacionais de dados.

IA Generativa  

No Brasil, 76% dos entrevistados disseram estar muito familiarizados com a inteligência artificial generativa (GenAI), enquanto a média global é de 63%. Apesar disso, 64% ainda se preocupam com o uso indevido de dados sensíveis por ferramentas de IA.



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