As empresas prestadoras de serviços de gerenciamento de facilidades (facility management) estão avançando para além da disponibilidade de mão de obra. Agora, elas também passaram a ofertar um portfólio que inclui sensoriamento de ativos por meio de internet das coisas (IoT) e uso de inteligência artificial (IA) em seus processos de gestão.
A tendência foi apontada pela Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management (Abrafac), em pesquisa recente citada pelo site InforChannel.
Terceirização 4.0
O gerenciamento de facilidades envolve a terceirização de atividades que não são o core das empresas, incluindo desde serviços de limpeza até a segurança patrimonial. No Brasil, trata-se de um mercado que movimenta R$ 320 bilhões anuais, o que representa aproximadamente 3,5% do PIB.
Também chamada de terceirização 4.0, a tendência está mais perceptível na área de saúde, onde as terceirizadas usam IA e IoT para contrabalançar a demanda de mão de obra, reduzir desperdícios e também monitorar a operação de ativos envelhecidos.
Ainda de acordo com a Abrafac, 57,1% das instituições de saúde já utilizam dashboards operacionais para gestão de facilities, enquanto 52,7% contam com alertas automáticos em tempo real. A pesquisa da entidade adianta ainda que 47,3% dos gestores ainda veem a falta de conhecimento sobre os benefícios do IoT como a principal barreira para adoção em larga escala.
O uso de IoT e IA, além de outros recursos como governança de dados, também está permitindo o emprego de plataformas digitais de gestão e de soluções integradas.
Um dos casos citados pela reportagem é o da UMOE Bioenergy, empresa com atuação no setor sucroalcooleiro, com produção de energia renovável. Suas iniciativas de terceirização 4.0 na área de manutenção industrial teriam levado a uma redução de 850 horas em termos de manutenção e uma economia de R$ 600 mil reais.
Os ganhos foram obtidos pela combinação de sensores e plataformas preditivas, que identificaram problemas e levaram à antecipação da manutenção.
