Blockchain habilita um ambiente financeiro global

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O professor Silvio Meira, o diretor executivo da Embratel (agora Claro empresas), Antônio João Filho, e o consultor e ex-CEO da Cielo, Eduardo Goveia, comentam sobre as tendências do setor



Por Redação em 04/11/2021

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Até a metade de 2021, o PIX respondeu por cerca de 50% das transações de pagamentos por redes no Brasil. A informação é emblemática, pois confirma que o brasileiro, de fato, é afeito ao uso de tecnologias. Mais do que isso, para o professor PHD em Ciências da Computação e sócio fundador da The Digital Strategy Company, Silvio Meira, o cenário demonstra a substituição do dinheiro físico e pode ser um ensaio para algo “muito mais sofisticado”, que seria uma moeda digital de Banco Central.

“Hoje, os maiores vetores de inovação no mercado financeiro são as moedas digitais, que trafegam pela blockchain. Isso nos habilita a pensar [no próximo nível] de um ambiente financeiro global, com os seus recortes locais”, disse. O cientista participa de uma série de gravações com a Embratel (agora Claro empresas) sobre as soluções que habilitam o próximo nível tecnológico no Brasil.

Nuvem e smartphones habilitam o próximo nível

Para o mercado financeiro, segundo Antônio João Filho, diretor executivo da Embratel, a expectativa dos grandes Bancos brasileiros é fazer uma migração acelerada para a nuvem, em resposta às ofertas das fintechs, que angariaram um pedaço importante do relacionamento bancário. Além disso, segundo ele, há o avanço do Banco como serviço (BaaS), de modo que as empresas de varejo, de telefonia e outras começaram a observar vantagens em prestar algum tipo de serviço que antes só era praticado pelos Bancos.

“Em 2006, dois grandes fenômenos começaram simultaneamente: a nuvem e os smartphones, criando a mágica de informatizar pessoas. Isso tornou possível criar qualquer função – antes criada em data centers – na nuvem e disponibilizá-la a qualquer pessoa”, diz. Por isso, ele explica, a nuvem impacta mercados de forma estruturadora e os Bancos, que existem a séculos, precisam manter todo um histórico de funções que eles criaram ao longo dos anos e que envolvem milhões de usuários. “[ao contrário] Surge o fenômeno dos bancos que não têm legados e, portanto, podem investir 100% de suas energias em funcionalidades criadas do futuro para o presente. As fintechs são apenas uma dessas revoluções”, diz Silvio Meira.

Antônio João revela que Embratel percebeu que os seus clientes passariam pelo movimento da transformação digital à medida que as pessoas começaram a fazer uso de aplicativos para resolver boa parte dos seus problemas do dia a dia. “Isso tornou a computação em nuvem essencial, especialmente no mercado financeiro”, diz.

O open banking é um expoente desse cenário e deve permitir que provedores abram a interface de programação para que terceiros construam soluções para mercados de nicho, entre outros avanços. Isso dá liberdade para que o cliente permita a qualquer instituição financeira acesso aos seus dados de relacionamento. “É como se o poder saísse das mãos de um Banco e passasse para as mãos do cliente”, diz Eduardo Gouveia, consultor e ex-CEO da Cielo.

Acompanhe neste e nos próximos vídeos como a Embratel trabalha para Habilitar o Próximo Nível de mercados e serviços.



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