O Web Summit Rio 2026 começou nesta segunda-feira (8), no Riocentro, consolidando sua posição como grande encontro de tecnologia e inovação da América Latina. A edição deste ano deve reunir mais de 34 mil participantes, entre empreendedores, investidores, executivos, formuladores de políticas públicas e criadores de conteúdo, em uma programação que busca discutir os rumos da transformação digital em escala global.
O crescimento do evento também se reflete na presença das startups. Segundo dados divulgados por O Globo, são 1.572 empresas expositoras nesta edição, um recorde para o encontro e um aumento de 12% em relação ao ano passado. Um dos destaques é a representatividade feminina: 43% dessas startups foram fundadas por mulheres, indicador que reforça a busca do ecossistema de inovação por maior diversidade e inclusão no empreendedorismo tecnológico.
Inovação além da IA
Embora a inteligência artificial permaneça como o principal eixo das discussões, o Web Summit Rio 2026 demonstra uma agenda mais ampla e madura do que em anos anteriores. Os debates ultrapassam as aplicações da IA para abordar temas como soberania tecnológica, infraestrutura de dados, computação em nuvem, data centers, semicondutores, segurança cibernética, mercado de trabalho e os impactos da digitalização sobre a economia criativa.
A programação também dedica espaço à discussão sobre agentes autônomos de IA e à formação de profissionais capazes de atuar em um cenário de rápida transformação tecnológica.

A abertura do evento sinalizou essa diversidade temática. Uma das participações de destaque foi a de Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, plataforma de mercados de previsão sediada nos Estados Unidos. A executiva brasileira compartilhou sua trajetória no setor de tecnologia e empreendedorismo, em uma conversa que reforçou o protagonismo crescente de fundadores latino-americanos no cenário global de inovação.
O palco do Web Summit Rio também reúne algumas das principais lideranças da indústria tecnológica mundial. Executivos ligados a empresas como OpenAI, Google, Microsoft, Meta, Nvidia, IBM e Huawei participam de painéis que discutem desde os avanços da inteligência artificial até os desafios regulatórios que acompanham a expansão dessas tecnologias.
Regulação
Entre os nomes aguardados está Bruno Lewicki, chefe de Políticas Públicas da OpenAI para a América Latina, que participa de debates sobre regulamentação, governança e desenvolvimento responsável da IA na região.

A discussão regulatória, aliás, desponta como um dos principais temas desta edição. Em meio ao avanço das plataformas digitais e à crescente influência dos algoritmos sobre a sociedade, representantes do governo brasileiro e especialistas internacionais devem analisar os impactos das novas regras para responsabilização de empresas de tecnologia por conteúdos ilícitos e os desafios para a construção de um ambiente digital mais seguro. Entre os participantes está Luís Fernandes, secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que discutirá os efeitos das recentes mudanças regulatórias adotadas pelo Brasil.
* Acompanhe a cobertura do Web Summit Rio 2026 na página especial do Próximo Nível.
